Conforme a última atualização da Defesa Civil, 1.197 pessoas em abrigos, 1.448 desalojadas por conta das chuvas no RS
O governador Eduardo Leite alertou que as chuvas devem persistir pelas próximas 24 a 36 horas, reforçando a necessidade de redobrar os cuidados devido ao risco de enchentes. A Defesa Civil já enviou itens de ajuda humanitária para Santana do Livramento e Jaguari, e planeja encaminhar materiais para o município de Mata.
Na quarta-feira, 18 de junho, o governador visitou São Sebastião do Caí para acompanhar de perto a situação e reforçar os alertas à população. A estimativa da Defesa Civil é que o nível do rio atinja cerca de 13 metros, uma enchente expressiva, embora ainda inferior aos 17 metros registrados em maio do ano passado. “Nós vamos ter transtornos, vamos ter situações de inundações, mas não é nada comparável ao que tivemos em maio do ano passado. Estamos com nossas equipes em campo para atender a todos os chamados”, afirmou Leite.
Vítimas e impactos regionais
De acordo com a Agência Brasil, uma das mortes ocorreu em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, onde o corpo de um jovem de 22 anos foi encontrado dentro de um carro parcialmente submerso pelas águas do Rio Caí.
A segunda morte foi confirmada na terça-feira, 17 de junho, em Candelária, na Região dos Vales, a cerca de 188 quilômetros de Porto Alegre. Geneci da Rosa, de 54 anos, foi encontrada sem vida após o carro em que estava com o marido ser arrastado pela correnteza ao tentar atravessar uma ponte. O marido de Geneci segue desaparecido.
Em Canoas, pelo menos 89 pessoas estão desalojadas e 28 desabrigadas. O prefeito Airton Souza informou que 29 escolas do município foram parcialmente destelhadas e que as aulas estão suspensas.
Além disso, cerca de 16 rodovias estaduais e outras seis apresentam trechos parcialmente bloqueados devido às chuvas. O governador destacou que algumas regiões, especialmente no noroeste do estado, já acumulam mais de 350 milímetros de chuva, um volume muito acima do normal para o período.
Situação de Calamidade em Jaguari
Jaguari foi um dos municípios que decretaram situação de calamidade pública. Segundo a prefeitura, o nível do Rio Jaguari subiu 12,85 metros acima do normal, atingindo diversos bairros. Ao todo, 300 famílias foram impactadas, sendo 150 abrigadas em locais públicos organizados pela prefeitura e outras 150 acolhidas em casas de familiares e amigos.
As autoridades continuam monitorando a situação e prestando assistência às comunidades afetadas.










