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Chapecó confirma 1º caso da variante Delta do coronavírus

O município de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, confirmou um caso positivo da variante Delta do coronavírus. A informação foi divulgada pela SUV (Superintendência de Vigilância em Saúde) na manhã desta terça-feira (10) e confirmada pela SES/SC (Secretaria de Estado da Saúde).

O caso positivo foi de um jovem de 24 anos, morador do bairro Efapi. Segundo o gerente de Vigilância em Saúde de Chapecó, Rodrigo Momoli, ele se infectou na primeira semana de julho e teve sintomas gripais leves, mas já está recuperado. Ainda está em investigação se a infecção foi comunitária ou importada.

“Serão investigados contatos do local de trabalho e domiciliares. Ele foi monitorado pela nossa central de monitoramento mesmo antes de saber se era a variante, como todos os casos de Covid-19. Ao que indica o monitoramento, ele cumpriu o isolamento”, informou.

De acordo com Momoli, ainda é muito cedo para afirmar se o aumento de casos ativos no município de Chapecó registrado nos últimos dias tem relação com a variante Delta, mas destacou que a Vigilância Epidemiológica está em constante investigação e a central de monitoramento agindo para garantir o isolamento dos casos ativos. Além disso, o município está ampliando a testagem rápida dos casos suspeitos e também de pessoas aleatórias.

Casos confirmados em SC

A SES/SC (Secretaria de Estado da Saúde) confirmou mais 25 casos da variante Delta do coronavírus em Santa Catarina. Os resultados foram obtidos pelo Laboratório de Referência Nacional Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) do Rio de Janeiro com plataforma no Ceará, nesta segunda-feira (9).

Com isso, até o momento, o Estado detectou 36 casos da variante Delta em 20 municípios. Desse total, quatro são considerados casos autóctones (de transmissão dentro do Estado), sete casos importados (transmissão fora do Estado) e 25 em investigação sobre o local provável de infecção.

As amostras foram selecionadas por meio da estratégia de vigilância genômica do SARS-CoV-2 em Santa Catarina. O objetivo é monitorar as mutações e variantes que circulam no Estado, bem como compreender os padrões de dispersão e evolução do vírus durante a pandemia em curso e o possível impacto na epidemiologia da Covid-19.

O CIEVS-SC (Centro de Informações Estratégicas), da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), acompanha o trabalho das equipes de vigilância em saúde dos municípios na investigação epidemiológica dos casos quanto ao local provável de infecção.

A ideia é identificar se os casos possuem histórico de viagem para fora do Estado nos últimos dias e buscar o monitoramento e rastreamento de contatos próximos.

Protocolo de triagem
O Lacen/SC (Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina) implantou, recentemente, um protocolo de triagem de amostras de secreções respiratórias de casos confirmados de coronavírus por RT-PCR para verificar as possíveis infecções por Variantes de Preocupação (VOC), como a delta.

Para isso, utiliza uma metodologia que detecta mutações comuns às variantes alfa, beta e gama, e caso não seja detectada essa mutação, pode ser um indicativo de que a amostra seja da variante delta, vindo a receber prioridade para realização do sequenciamento.

Com informações ND Mais 

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