Conclave para escolha de sucessor do papa Francisco começou nesta quarta-feira
Nascido em 6 de novembro de 1950, Leonardo Steiner trilhou um caminho religioso desde cedo. Ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1972 e foi ordenado padre em 1978 por Dom Paulo Evaristo Arns. Sua formação acadêmica inclui estudos em Filosofia e Teologia, além de licenciatura em Pedagogia e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma.
Após anos dedicados à formação religiosa e estudos na Itália, Dom Leonardo retornou ao Brasil, onde atuou como vigário em Curitiba e lecionou na Faculdade São Boaventura. Em 2005, foi nomeado bispo da prelazia de São Félix, no Mato Grosso, e em 2011 ascendeu ao cargo de bispo auxiliar de Brasília, exercendo simultaneamente a função de secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por oito anos, entre 2011 e 2019. Em 2019, foi nomeado arcebispo de Manaus.
Seu lema episcopal, “Verbum caro factum est” (“O Verbo se fez carne”), reflete sua profunda fé e compromisso com a palavra divina. A nomeação como cardeal em 2022 o colocou em um seleto grupo de líderes da Igreja Católica com direito a voto em um futuro conclave.
A possibilidade de um catarinense ascender ao papado gera grande expectativa na comunidade religiosa de Santa Catarina e em todo o Brasil. Dom Leonardo Steiner é reconhecido por sua proximidade com as questões da Amazônia, sua defesa dos povos originários e seu alinhamento com as diretrizes de uma Igreja mais inclusiva e voltada para os mais necessitados, características marcantes do pontificado de Francisco. O cenário para a sucessão papal segue em aberto, mas o nome de Dom Leonardo Steiner certamente figura entre os possíveis sucessores, representando uma voz da periferia da Igreja e um olhar atento para as questões contemporâneas.








