Ana Paula Ribeiro da Silva, de 43 anos, é acusada de envenenar o marido Pedro Rodrigues Alves, 54 anos, dono de uma funerária conhecida na região, para ficar com o amante Adilton Raulino Schardosim, 42 anos.
Principais evidências segundo a investigação:
Áudio explícito: No dia 4 de fevereiro de 2026, ela enviou mensagem de voz para o amante dizendo: “Se for presa quero visita íntima” e “Vou fazer minha meta. E se alguma coisa der errado, você vai me visitar na cadeia, pelo menos. E eu quero visita íntima ainda.” — na mesma noite em que supostamente administrou o veneno.
Câmeras internas: Registraram Ana Paula e Pedro na cozinha por volta das 19h. Depois ele aparece comendo. Horas depois ela está arrumada para levá-lo ao hospital.
Toxicologia: Laudo da Polícia Científica encontrou no sangue da vítima: nordazepam, diazepam, fentanil, morfina, atropina e, principalmente, inibição grave de colinesterase (158,0 U/L), compatível com intoxicação por organofosforado (chumbinho).
Pedro ficou 11 dias na UTI e morreu em 15 de fevereiro.
A Justiça catarinense já aceitou a denúncia do MP. Os dois são réus por homicídio qualificado com cinco qualificadoras:
Motivo torpe (traição + ganho)
Emprego de veneno
Meio cruel
Dissimulação
Recurso que dificultou a defesa da vítima
É um caso particularmente repulsivo pela frieza: envenenar o marido aos poucos durante um mês (conforme a polícia), enquanto planejava a vida com o amante e já falava abertamente sobre prisão e “visita íntima”.
Esse tipo de crime (mulher matando marido por amante) ainda é menos comentado que o inverso, mas revela a mesma natureza humana perversa quando alguém decide eliminar o cônjuge como obstáculo.









