Decisão de Carol De Toni ocorre após ser preterida na articulação da chapa majoritária em Santa Catarina e evidencia tensões internas no campo conservador para 2026
O movimento revela mais do que uma troca partidária: escancara o desgaste interno provocado pela formação da chapa majoritária em Santa Catarina. De Toni buscava viabilizar sua candidatura ao Senado pelo PL, mas acabou preterida após o partido optar por uma aliança com o Progressistas (PP) no estado, abrindo espaço para a possível indicação do senador Esperidião Amin como um dos nomes à disputa.
Politicamente, a decisão do PL sinaliza pragmatismo eleitoral, mas cobra um preço alto: o afastamento de uma deputada com forte presença nas pautas conservadoras e alto engajamento de sua base. Para De Toni, a leitura é clara — permanecer no partido significaria aceitar um papel secundário em um projeto que já não contempla suas ambições políticas.
A eventual saída da parlamentar expõe fissuras na direita catarinense e antecipa um cenário de rearranjos para 2026, no qual alianças serão testadas não apenas pela matemática eleitoral, mas pela capacidade de acomodar lideranças emergentes. Resta saber se o PL conseguirá conter o desgaste ou se a decisão abrirá caminho para novas baixas e disputas internas no campo conservador do estado.








