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Carlos Bolsonaro tem celular apreendido pela PF após investigação de espionagem ilegal na Abin

Jonathan Ribeiro

Jonathan Ribeiro

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O vereador deixou a residência no início da manhã para um passeio de lancha e jet ski com o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e outras pessoas e disse que por isso não tinha entregue o celular

Na manhã desta segunda-feira (29), o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos) foi alvo de uma operação da PF (Polícia Federal), que resultou na apreensão de seu telefone celular. A ação ocorreu enquanto Carlos estava ausente de sua residência em Angra dos Reis (RJ).

Segundo revelou o site UOL, Carlos teria deixado sua residência no início da manhã para um passeio de lancha e jet ski com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e outras pessoas. Segundo o advogado da família, Fábio Wajngarten, eles saíram para pescar por volta das 5h.

No entanto, os investigadores suspeitam que a saída de Carlos e os demais membros da família visava dificultar o cumprimento da busca e apreensão. Informações levantadas pela PF indicam que o passeio de lancha teria ocorrido por volta das 6h30, quando Carlos já estaria ciente da operação em curso.

Ao chegar à residência de veraneio em Angra dos Reis, onde Carlos e Jair Bolsonaro estavam hospedados, a equipe da PF não encontrou o vereador no local, aguardando seu retorno até aproximadamente às 12h para efetuar a busca e apreensão, que resultou na apreensão do telefone celular de Carlos Bolsonaro, além de três computadores.

Também foram realizadas buscas na residência de Carlos no Rio de Janeiro, onde foram encontrados outros aparelhos celulares, embora não tenha sido confirmada a apreensão de um computador da Abin durante a operação nos endereços de Carlos.

O que a operação investiga?

O filho do ex-presidente e vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), é investigado pela PF (Polícia Federal) por espionagem ilegal na Abin (Agência Brasileira de Inteligência). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (29) pela própria PF.

Além do vereador, o gabinete de Carlos Bolsonaro também é alvo da operação, conforme apurou o portal R7.

A suspeita é que um grupo estaria monitorando autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal, como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

De acordo com o portal R7, a defesa do acusado foi procurada para se posicionar, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Carlos Bolsonaro não é o único investigado

Na semana passada, o deputado federal e ex-diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, também foi alvo de busca e apreensão em seu gabinete na Câmara dos Deputados. As investigações surgiram em 2023, quando a PF descobriu evidências de mais ferramentas de espionagem ilegal sendo utilizadas por servidores da Abin. Isso incluía um programa que invadia computadores, acessando todo o conteúdo privado dos alvos.

Há indícios de que essas práticas não tinham autorização judicial, o que levantou preocupações sobre a legalidade das ações. Além disso, descobriu-se que um sistema de geolocalização da Abin para dispositivos móveis foi usado em mais de 30 mil monitoramentos ilegais ao longo de dois anos e meio.

Essas revelações resultaram em mandados de busca e apreensão em várias partes do país. Durante essas operações, foram encontrados grandes quantias de dinheiro em espécie e alguns funcionários da Abin foram afastados de seus cargos.

Recentemente, Ramagem também foi implicado em outra investigação sobre o uso ilegal de uma ferramenta de espionagem da Abin. Suspeita-se que ele continuou recebendo informações do órgão mesmo após deixar seu cargo.

Essas ações da Polícia Federal fazem parte das investigações em andamento, buscando esclarecer e combater possíveis irregularidades no sistema de inteligência do país.

Com informações ND Mais 

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