Filho 03 de Bolsonaro evitou entrar em detalhes sobre reações negativas no estado a sua mudança eleitoral
O político se mostrou mais à vontade para comentar o ato da Paulista, organizado pelo pastor Silas Malafaia, que reuniu apoiadores de seu pai sob o tema “Justiça Já!”. “É um movimento de resiliência do povo brasileiro, que quer dar um recado, mais uma vez, de liberdade, seguindo a justiça sempre, o devido processo legal, isso tudo que todos nós estamos cientes e tem que ser respeitado pelo poder parlamentar e pelo poder jurídico”, afirmou Carlos Bolsonaro.
Repercussão em Santa Catarina e prioridades do PL
Este é o primeiro pronunciamento de Carlos Bolsonaro após as reações em Santa Catarina à possibilidade de mudança de seu domicílio eleitoral visando uma vaga no Senado. A candidatura de Carlos Bolsonaro por Santa Catarina foi anunciada pelo próprio ex-presidente e rapidamente movimentou os bastidores políticos catarinenses, gerando reações tanto negativas quanto positivas.
A Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) foi uma das entidades que se manifestou contrária à ideia. Em nota, a entidade destacou que Santa Catarina “não precisa importar candidatos para representá-la no Congresso Nacional”. A Fiesc valoriza “a autonomia política do estado, as lideranças locais e o respeito à trajetória de um estado que nunca se curvou a projetos alheios à sua realidade”, diz um trecho do comunicado.
Por outro lado, a deputada federal Carol de Toni (PL), cogitada para disputar uma das duas vagas do estado no Senado pelo PL-SC, saiu em defesa do companheiro de partido em entrevista à Rádio Cidade, de Brusque. “O que está em jogo não é o bairrismo de Santa Catarina, o que está em jogo é as liberdades no Brasil”, defendeu a parlamentar.
A disputa pelas cadeiras no Senado, duas por estado, é uma das prioridades de Jair Bolsonaro para o próximo ano. Em São Paulo, ele pediu aos manifestantes 50% do Senado e 50% da Câmara “para transformar o Brasil”. Os senadores desempenham um papel crucial ao aprovar indicações do presidente para as agências reguladoras e são os responsáveis por processos de impeachment de integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).









