O caçadorense Ivo Luiz Prevedo relatou, em seu perfil no Facebook, o descaso da concessionária Auto Pista Litoral Sul com os problemas causados pelas chuvas na BR 116.
Citando que levou 36 horas para realizar o trajeto Curitiba-Caçador por conta de desmoronamento de barreiras na Serra do Espigão, ele salientou que precisou voltar da última praça de pedágio (Santa Cecília) às 14h de domingo até a cidade de Monte Castelo, onde haveria local para alimentação. “Dormimos no carro visto que a cidade não dispõe de hotéis”, contou.
Nesta segunda-feira, 9, pela manhã, Ivo destacou que ficou sabendo que a serra estaria liberada e seguiu viagem. “Logo após uns seis quilômetros após Monte Castelo, no entanto, havia um alagamento de aproximadamente cem metros de pista impedindo a passagem de veículos pequenos, permitindo apenas de alguns caminhões maiores. Detalhe, não havia uma única placa de sinalização, viatura de PRF ou funcionários da detentora da concessão, orientando os motoristas ou organizando o trânsito que ficou caótico, não fosse o bom senso e iniciativa de alguns motoristas, a situação seria muito pior”, contou.
“Desde cedo apareceram alguns guinchos, fazendo a travessia dos automóveis, cobrando de R$ 50,00 à R$ 200,00 por menos de cem metros de trajeto, um verdadeiro achaque para quem já paga pedágio para transitar naquela BR, em nenhum momento apareceu nenhum guincho da Auto Pista Planalto Sul, para auxiliar na travessia, restando aos motoristas se submeter ao assalto ou permanecer por um ou dois dias no local até a água baixar”, desabafou.
“Na volta para casa vi estes guinchos da empresa no posto de serviço da beira da BR, guardados para não molhar. Gostaria de ter acesso ao edital/contrato de concessão que prevê somente os bônus, deixando o ônus para o contribuinte”, finalizou Ivo.








