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Caçador está entre as cidades de SC com a gasolina mais cara 

O último balanço de preços da gasolina em Santa Catarina divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta terça-feira (13), demonstra que cidades do Oeste catarinense estão entre as que têm a gasolina mais cara do Estado.

A pesquisa envolveu 20 municípios catarinenses e a cidade de Concórdia aparece com a gasolina mais cara. O preço máximo da gasolina comum chega a R$ 5,829. O preço mínimo é de R$ 5,749 e o padrão é de R$ 5,777.

Os municípios de Chapecó, Videira, Caçador e Xanxerê aparecem na sequência entre os mais caros. O valor médio mais barato foi registrado em Joinville, no Norte catarinense, com R$ 5,228.

A coleta de dados ocorreu de 4 a 10 de julho. O cálculo do preço médio é ponderado de acordo com as vendas de combustíveis informadas pelas distribuidoras à ANP por meio do i-SIMP (Sistema de Informações de Movimentação de Produtos).

Com relação à gasolina aditivada, Concórdia também aparece com a mais cara do Estado. O preço máximo ficou em R$ 5,899, o mesmo preço é registrado em Caçador, Balneário Camboriú, Florianópolis e Xanxerê. Dois dos municípios também são do Oeste catarinense.

No preço mínimo, a gasolina aditivada aparece com R$ 5,779 e o médio em R$ 5,815 na cidade de Concórdia. Na sequência aparecem os municípios de Chapecó, Caçador, Videira e Xanxerê.

Sexto aumento no ano

No último dia 5, o brasileiro foi mais uma vez surpreendido com novo aumento no preço dos combustíveis anunciado pela Petrobras. Foi o sexto reajuste este ano. A estatal aumentou de uma só vez os preços da gasolina, diesel e do GLP (gás de cozinha) para as distribuidoras.

No caso da gasolina, o preço médio por litro subiu de R$ 2,53 para R$ 2,69, um acréscimo de 6,32%. Desde janeiro, o produto acumula um aumento de 46%. No diesel, o avanço foi de 3,69%, pulando de R$ 2,71 para R$ 2,81, em média, por litro. A alta acumulada é de 39%.

A Petrobras informou que evita repassar imediatamente a volatilidade externa aos preços do mercado interno, mas busca o equilíbrio dos valores com o mercado internacional e a taxa de câmbio.

Até chegar ao consumidor final, os preços cobrados nas refinarias da Petrobras são acrescidos de impostos, custos para a mistura obrigatória de biocombustível, margem de lucro de distribuidoras e revendedoras e outros custos.

O valor dos combustíveis no Brasil e a política de reajustes adotada pela Petrobras tem despertado reações na sociedade, pois os preços da gasolina, do diesel, do GLP e do etanol têm grande impacto na economia real e na vida das pessoas, além de ser importante componente das cestas de preços que integram os índices de inflação como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

No bolso do consumidor

Os constantes reajustes dos combustíveis assustam quando comparados à inflação acumulada no primeiro semestre de 2021, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Entre janeiro e junho, o IPCA ficou em 3,77%.

Os reajustes médios da gasolina (19,5%) e diesel (18%) aplicados em 2021, por enquanto, foram 417% e 377% respectivamente, maiores que o IPCA acumulado no ano. No caso do diesel, houve subsídios do governo para segurar a disparada dos preços em abril e maio.

De acordo com o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), o reajuste na gasolina reduziu parcialmente a defasagem do preço da gasolina no mercado interno em relação ao internacional, de 14% para 7%. No caso do diesel, ainda há defasagem em torno de 3%. A recente valorização do real frente ao dólar, que chegou a ficar abaixo de R$ 5 nos últimos dias, evitou que esse reajuste fosse maior.

“Foi reajuste corajoso e que vai na direção de manter a autonomia da Petrobras na política de preços”, analisa Adriano Pires, diretor do CBIE, ao explicar que o reajuste foi positivo para o mercado, porque afastou o risco de intervenção em momento em que há muita tensão no governo, com a popularidade em queda.

Com informações ND Mais 

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