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Butantan: Pandemia será controlada com 75% da população vacinada

A vacinação completa contra a Covid-19 para 75% de uma população pode controlar a pandemia, afirmou o governador João Doria (PSDB) em coletiva de imprensa no Instituto Butantan, em São Paulo, nesta segunda-feira (31).

A conclusão tem como base um estudo realizado pelo Butantan no município de Serrana, no interior de São Paulo, onde foi vacinada 98% da população adulta contra a doença. Batizado de Projeto S, a imunização dos moradores foi concluída no fim de abril.

Conforme o R7 e o Domingo Espetacular anteciparam neste domingo (30), as mortes em decorrência do novo coronavírus caíram 95% no município, segundo o Projeto S. Além disso, os dados indicaram redução de 80% nos casos sintomáticos da doença e de 86% nas internações hospitalares.

“Medir de forma controlada o efeito da vacinação não havia sido feito em nenhum lugar do mundo”, destacou Dimas Covas, diretor do Butantan.

Vacinação escalonada

Segundo o instituto, a cidade foi dividida em 25 pequenas áreas e reorganizada em quatro grupos. A vacinação destas populações ocorreu de forma escalonada e os resultados foram comparados entre si e com dados de outras cidades da microregião.

“Serrana se transformou em um laboratório clínico”, disse o diretor do Butantan, que destacou que os fenômenos não aconteceram de forma aleatória, mas se repetiram nos quatro grupos estudados em momentos diferentes.

Ao todo, dos 45.644 habitantes de Serrana, 28.380 pessoas – ou 97,9% da população adulta da cidade – foram imunizadas entre 17 de fevereiro e 11 de abril, quando a vacinação foi encerrada.

De acordo com Ricardo Palacios, diretor de pesquisa clínica do Butantan, o estudo confirmou também a proteção de pessoas não imunizadas, como crianças e adolescentes. “A redução de casos em pessoas que não receberam a vacina indica a queda da circulação do vírus. Isso reforça a vacinação como uma medida de saúde pública, e não somente individual.”

Dados de segurança

No total, foram registrados 67 eventos adversos graves, mas, segundo o governo, não eram relacionados à imunização.

Na primeira dose, houve 4,4% de relatos de reações adversas e apenas 0,02% foram consideradas grau 3, como milagia e cefaléia. Já na segunda dose, o número de relatos de reações adversas caiu pata 0,2% e nenhum foi considerado grau 3 ou superior.

Com informações ND Mais 

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