O subclado K já circula na América do Norte, Europa e Ásia, e a Influenza B apresenta aumento de casos no Brasil
De acordo com a pasta, a circulação da Influenza A H3 sazonal já vinha aumentando no país antes da detecção do subclado K. Paralelamente, a Influenza B apresentou elevação nos índices de positividade em Alagoas e Paraíba, no Nordeste.
O cenário acompanha um alerta global emitido pela Organização Mundial da Saúde, diante do aumento de casos de gripe K na Europa e na Ásia. Em nota, a OMS ressaltou que epidemias e surtos de gripe sazonal e outros vírus respiratórios podem pressionar significativamente os sistemas de saúde e reforçou a manutenção das campanhas anuais de vacinação, classificadas como uma das medidas de saúde pública mais eficazes.
A gripe K é causada pelo Influenza A (H3N2) subclado K, uma mutação genética na superfície do vírus. Segundo a infectologista Rosana Ritchmann, do Grupo Santa Joana e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, não há motivo para pânico. “O que mata não é o vírus, e sim a complicação”, explicou, citando riscos como pneumonias, desidratação, infarto e descompensação de doenças crônicas, sobretudo em idosos, gestantes e imunossuprimidos.
Sintomas
Os sintomas da gripe K são semelhantes aos da gripe comum, incluindo febre, congestão nasal, coriza, tosse, dor de garganta, dor de cabeça e mal-estar. Grupos de risco podem evoluir para quadros mais graves.
Vacinação e tratamento
A vacina contra a gripe oferece proteção contra o H3N2, inclusive reduzindo hospitalizações e mortes associadas ao subclado K, embora não impeça totalmente a infecção. Já o tratamento antiviral com oseltamivir (Tamiflu) é considerado eficaz e representa proteção adicional para pacientes de risco, segundo a especialista.
As autoridades de saúde reforçam a importância da imunização e da procura por atendimento diante de sinais de agravamento, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.








