Blumenau decreta férias para efetivar segurança nas creches e escolas após ataque

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A prefeitura de Blumenau decretou na noite deste sábado (8) a suspensão das aulas entre os dias 10 e 17 abril – segunda e sexta-feira desta semana – para “organizar legalmente a contratação da segurança privada que atuará nas escolas e creches do município”, segundo o órgão.

 

O reforço na segurança das instituições ocorre após a Creche Cantinho Bom Pastor, no bairro da Velha, ser alvo de um ataque que matou quatro crianças nesta quarta-feira (5). Outras cinco ficaram feridas.

 

As aulas estavam previstas para retornar nesta segunda-feira (10). A mudança ocorreu após reunião entre o prefeito Mário Hildebrandt, a vice-prefeita Maria Regina de Souza Soar, o secretário Municipal de Educação, Alexandre Matias, e demais membros.

 

“O recesso de professores e alunos terá duração de uma semana, tempo necessário para organizar legalmente a contratação da segurança privada que atuará nas escolas e creches do município. Este período também será necessário para trabalhar na viabilização das demais medidas anunciadas”, informou a prefeitura em comunicado.

 

“Estamos efetivamente preocupados com a segurança de crianças, adolescentes, famílias e profissionais. Diante da incerteza da contratação da equipe de segurança para colocar profissionais em cada uma das unidades educacionais, definimos que iremos dar férias”, ressaltou Hildebrandt.

 

Servidores comentam ataque após três dias

Na tarde deste sábado (08), a direção, professores e alguns pais de alunos do Centro de Educação Infantil Cantinho Bom Pastor, realizaram uma coletiva de imprensa para falar sobre a tragédia registrada na última quarta-feira (05), onde quatro crianças foram mortas no ataque em Blumenau.

 

Ao todo, 220 crianças participam das atividades da creche. No dia da tragédia, cerca de 140 crianças estavam no local, 25 delas no parque. Durante a coletiva, a instituição divulgou um ofício onde convoca uma reunião com a prefeitura de Blumenau, Ministério Público, policiais e outros órgãos.

 

Muito abaladas, as professoras e funcionárias falaram sobre o dia do ocorrido. Elas estavam em uma roda de conversa, brincando e cantando com as crianças. O ataque teria ocorrido muito rápido, mas elas correram para salvar os pequenos e os trancaram em salas e banheiros para evitar que houvesse mais feridos.

 

A funcionária que atua na limpeza do local relatou que limpava uma sala que fica em frente ao parque quando ouviu uma professora dizer que alguém havia invadido o local. Ela correu para o parque para ajudar as crianças. “A gente fez tudo o que a gente pôde”, comentou.

 

Neste momento difícil, as professoras destacaram que estão reunindo forças para voltar para a escola, para as crianças. “A nossa força vai vir deles, dos sorrisos, das brincadeiras. Talvez agora a gente não saiba de onde vai conseguir tirar, mas é por eles”, comentou uma das professoras.

 

Outra professora contou sobre os momentos em que chegava na instituição, pois costuma ser a primeira a chegar e a encontrar os pequenos. “A gente canta, brinca e quando eu chego naquela porta, vêm todas e me abraçam e dizem ‘prof, eu te amo’ e ‘prof, como você está linda”.

 

Sobre o retorno para o ambiente escolar após a tragédia, as professoras relataram estar com medo, angustiadas e com muita dor. Segundo a Assessora Jurídica da instituição, uma das professoras teve um ataque cardíaco devido a pressão psicológica sofrida nos últimos dias.

 

A entidade informou que, através do ofício divulgado, traçará formas de voltar através do Ministério Público, para encontrar um meio de retornar nesse momento tão difícil e de insegurança.

 

 

Com informações ND+

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