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Bandeira do Contestado é lei em Matos Costa

O Município de Matos Costa segue em rumo ao resgate da história do Contestado. Foi aprovado por unanimidade na noite de segunda-feira, 6, o Projeto de Lei que institui a Bandeira do Contestado como símbolo do município.

O prefeito Raul Ribas Neto (PT) e o vice-prefeito Paulo Camargo (PMDB) foram felizes quando lançaram o projeto que prevê o seguinte:

Artigo 1º.  Fica adotada como símbolo do município de Matos Costa, a BANDEIRA DO CONTESTADO.

Parágrafo Único. A bandeira do CONTESTADO que trata esta Lei, será em cor branca e terá disposta de forma centralizada uma cruz verde com o ápice e as pontas dos braços chanfrados em ângulo agudo.

Artigo 2º. Na Semana do Contestado, instituída pela Lei estadual nº 12.143 de 05 de abril de 2002, comemorada anualmente de 20 a 27 de outubro, fica obrigatório o hasteamento da bandeira do contestado em eventos oficias do município e na rede escolar pública e privada, em todas as comemorações cívicas e históricas.

A bandeira foi apresentada aos vereadores. O prefeito Raul comemorou e agradeceu aos vereadores e vereadora pela aprovação. Na justificativa do projeto o chefe do executivo Matoscostense explica.

“O Projeto de Lei que ora estamos submetendo a apreciação dessa Egrégia Casa de Leis, tem a finalidade de instituir a bandeira do Contestado como símbolo oficial do município, e rememorar os redutos do passado e a religiosidade, na qual nossos irmãos caboclos rezaram, lutaram, mataram e morreram, na esperança de uma vida mais digna, para si e para seus descendentes que, genética, histórica, geográfica e politicamente somos todos nós, matoscostenses”, destaca Ribas.

O prefeito disse que os caboclos do contestado, a partir do momento em que se organizaram em ‘redutos’, criaram uma bandeira como seu principal símbolo. De forma retangular, feita de pano branco com uma cruz de seda verde costurada na parte central superior, era conduzida em forma de estandarte à frente dos combates ou abrindo as procissões diárias realizadas no ‘Quadro Santo’ de cada ‘reduto’.

“Os distintos grupos possuíram suas próprias bandeiras, de tamanhos variados, de confecção artesanal e tosca, sem proporções definidas, mas obedecendo sempre ao mesmo padrão, ou seja, de pano branco com a cruz verde no centro. Terminada a luta, tem-se a notícia de que restaram dois exemplares aprendidos pelas forças militares envolvidas no conflito. Um deles foi para o Museu Histórico da Bahia e o outro para Museu David Carneiro, em Curitiba/PR”, finaliza Ribas.

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