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Após motim em presídio de Lages, 11 ficam feridos e 80 são transferidos

Detentos do Presídio Regional de Lages, na Serra catarinense, fizeram um motim e colocaram fogo na ala masculina na tarde de quinta-feira (19). Onze presos ficaram feridos e mais de 80 foram transferidos para outras unidades prisionais do estado.

Cinco dos feridos foram levados ao hospital do município e apenas um permanecia internado no fim da manhã desta sexta (20). Apesar de ter 40% do corpo queimado, o estado de saúde do detento era estável.

A reportagem conseguiu imagens de dentro do presídio que mostram a confusão. Os detentos queimaram cerca de 30 colchões e para contê-los, agentes prisionais dispararam balas de borracha

O fogo só foi controlado depois que os bombeiros chegaram. Após uma hora de negociação, a situação foi normalizada. Durante o motim, não houve fugas nem reféns. Resolvida a situação, 82 presos foram transferidos do Presídio Regional de Lages para unidades prisionais do Oeste e do Sul do estado.

Os presos protestaram contra a superlotação, já que a unidade que abrigava 267 detentos tem capacidade para 130. A direção do presídio, no entanto, contesta a informação.

“Hoje, a questão de lotação está muito mais confortável que em outras épocas. Então, foi um descontrole, foi uma brincadeira de um cara que tem problema mental, os outros resolveram acompanhar e perderam o controle. A gente teve que intervir, apagar o fogo e tirar os presos que estavam queimados. Eles resolveram tentar um confronto e também não tiveram sucesso”, disse o diretor do presídio Márcio de Oliveira.

Operação
Na operação, mais de 100 policiais foram mobilizados, ainda o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e uma equipe do Corpo de Bombeiros.  Além dos 11 feridos, muitos presos passaram mal devido à inalação de fumaça.

Agora, a ala danificada pelo fogo  será reformada, para que os presos transferidos possam voltar à unidade.

“Os danos foram realmente de grande monta, nós vamos ter que fazer uma grande alteração aqui em relação às celas”, comentou o juiz corregedor Geraldo Corrêa.

“Assim que a gente conseguir reformar, acredito que em torno de 30 dias, a gente consiga restabelecer totalmente a unidade”, complementou Márcio de Oliveira.

O governador Raimundo Colombo considerou eficiente a ação das forças de segurança e disse que o governo de Santa Catarina tomará as medidas necessárias para que não aconteça aqui o que vem ocorrendo no sistema prisional de outros estados.

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