Produtos eram vendidos sem registro e podem representar risco à saúde, alerta Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão de diversos produtos fitoterápicos de origem desconhecida em todo o país. A medida também proíbe a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda, transporte e uso desses itens.
Segundo o órgão, os produtos eram vendidos principalmente pela internet, sem registro, notificação ou cadastro, além de serem fabricados por empresas não identificadas, o que representa risco à saúde pública.
Entre os produtos considerados irregulares estão diferentes variações de “Canela de Velho”, incluindo combinações com sucupira e cloreto de magnésio, comercializados sob diversas marcas.
Lista de produtos irregulares:
- Canela de Velho
- Canela de Velho com Sucupira
- Canela de Velho com Sucupira WRA
- Cloreto de Magnésio P.A + Sucupira + Canela de Velho Status Verde
- Canela de Velho com Sucupira Natuviva
- Suplemento Articular Canela de Velho Natuvite
- Canela de Velho com Sucupira e Cloreto de Magnésio P.A Natuviva
- Canela de Velho com Sucupira 100% Natural Fonte Verde
- Canela de Velho Fito Green
- Herbais Canela de Velho Denature
- Canela de Velho com Cloreto de Magnésio Fonte Verde
- Canela de Velho Sollo Nutrition
- Canela de Velho Essentialpure
- Canela de Velho Composta NS Produtos Naturais
- Canela de Velho Suplemento Maria Brasil
Além dos fitoterápicos, a Anvisa também determinou a apreensão do lote D719674C do medicamento Mounjaro KwikPen 15 mg. O produto, sob responsabilidade da empresa 60.713.142 Juliana Salzano Di Bacco, está proibido de ser armazenado, comercializado, distribuído, importado ou utilizado.
A fabricante Eli Lilly informou que, embora a embalagem apresente um lote válido, ele é destinado a países como Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar. Já a caneta aplicadora possui rótulo falsificado, com informações divergentes, confirmando a adulteração.
Outro alerta envolve a toxina botulínica Dysport 500 U, da empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica. Os lotes P22 179 e W26232 foram identificados como falsificados e também devem ser apreendidos, sendo proibidos para comercialização e uso.
De acordo com a Anvisa, os produtos falsificados apresentam diferenças em relação aos originais, o que reforça o risco ao consumidor. O órgão orienta que a população adquira medicamentos apenas em estabelecimentos regularizados e desconfie de ofertas pela internet sem procedência comprovada.








