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Amiga viu acidente que matou casal e tentou salvá-los: ‘foi terrível’

Cerca de um minuto. Esse foi o tempo entre o carro, em que estavam o casal Keila Yasmin dos Santos e Ezekiel Souza Ferreira, ultrapassar o veículo de Edy Rodrigues e uma colega, e bater de frente contra um caminhão às 6h10 desta sexta-feira (20). O grave acidente ocorreu no km 156,100 da SC-135, em Ibiam, e o casal morreu carbonizado.

Edy era amiga e trabalhava com Keila. Ela conta que se deparou com a pior cena de sua vida. “Paramos de trabalhar às 5h30 como de costume e estávamos retornando para casa em Ibiam. Eu e minha outra amiga vínhamos na frente, quando ela nos ultrapassou”, conta a colega.

Keila era quem estava dirigindo no momento da colisão. Ao se deparar com a cena do acidente, Edy tentava acionar o Samu enquanto a amiga tentava abrir a porta do carro. “A gente tentou salvar eles, mas não deu tempo, o carro começou a pegar fogo e estourar os pneus em questão de segundos. Foi terrível, estou despedaçada por dentro”, lembra.

Keila tinha 30 anos e Ezekiel 23 anos e estavam casados há nove meses. Os dois morreram carbonizados no automóvel. A Polícia Militar Rodoviária informou ao ND+ que o casal estava em um carro Siena, com placas de Ibiam, que bateu de frente com um caminhão Cargo 1215, emplacado em Caçador.

A mulher tinha uma filha de apenas 3 anos, que não era filha de Ezekiel. A menina estava com a madrinha, que cuidava da criança a noite enquanto a mãe trabalhava em uma empresa de embalagens em Tangará. O trajeto de Tangará a Ibiam é de apenas 14 quilômetros.

O motorista do caminhão, de 23 anos, conseguiu sair do veículo sem ferimentos, segundo a polícia. O profissional contou para uma rádio da cidade que quando percebeu, o carro já estava na sua frente e nada pode ser feito para evitar a batida. O que causou o acidente deve ser investigado pela polícia.

“Sempre com um sorriso no rosto”

Andressa Alves De Moura também trabalhava na mesma empresa que Keila, mas em setores diferentes. As duas se encontravam com frequência nos intervalos e a última vez que se viram foi na despedida para casa, às 5h30 da manhã desta sexta-feira.

“Era uma pessoa muito querida, simpática, sempre com o sorriso lindo no rosto. Muito trabalhadeira, fazia o possível para agradar à filha de apenas 3 aninhos, quem amava muito. A menina era muito apegada na mãe e no Ezequiel, que não era de sangue, mas era considerado pai”, detalha Andressa.

A colega de trabalho conta que Keila era apaixonada pela família e Ezekiel era uma pessoa muito boa para ela e a filha. “Nossa última conversa foi no intervalo dessa madrugada e depois nos despedimos na hora de ir para casa. Estamos em choque, sem acreditar”.

Trecho perigoso

Thalyta Ozório conheceu Keila e sua família na igreja. O pai de Keila era pastor e eles foram cuidar da igreja em que Thalyta congregava em Ibiam. “A gente passou a ter pouco contato depois que me mudei de cidade. Então ela casou e foi morar perto da minha avó. Quando eu ia para lá sempre a via. Minha avó cuidava da menininha dela para eles trabalharem. Foi um trágico acidente”, comenta a jovem, que hoje mora em Jaraguá do Sul.

A amiga Keila não foi a única perda de Thalyta no trecho da SC-135 onde ocorreu o acidente. Há 16 anos ela perdeu o pai e a mãe em um acidente de moto e há cerca de três anos a prima também morreu em um acidente de carro no mesmo trajeto.

“Os dois acidentes foram envolvendo caminhão. O trecho onde aconteceu o acidente é muito perigoso, ainda mais em dias de chuva. Ter que ter muita atenção”, afirma.

Com informações ND Mais 

 

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