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Aluna suspeita de desviar dinheiro de formatura fez apostas de até R$ 500 mil em loteria

A aluna de medicina da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), suspeita de desviar R$ 1 milhão de poupança de formatura, fez apostas de até R$ 500 mil em lotérica, localizada em Mirandopólis, bairro da Zona Sul de São Paulo.

Conforme o boletim de ocorrência, Alicia Dudy Müller realizou uma sequência de apostas da modalidade Lotofácil em valores incomuns e altos, o que levantou suspeitas da gerente da loja.

A primeira compra da estudante foi realizada em 5 de abril do ano passado, no valor de R$ 9.690. No dia seguinte, ela retornou à lotérica e repetiu o jogo. Ambas as apostas foram pagas com transferências via Pix.

No total, foram realizados mais de R$ 461 mil em apostas. Segundo o boletim de ocorrência, Alicia voltava à lotérica quase que diariamente e com isso estreitou seu relacionamento com a gerente.

A equipe da Deic (Delegacia Especializada em Investigações Criminais) de São Bernardo do Campo, solicitou quebra de sigilo bancário e trabalha para esclarecer o caso.

Um inquérito policial foi instaurado na unidade pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

Entenda o golpe

Alicia Dudy Müller era presidente da comissão de formatura dos estudantes de medicina USP (Universidade de São Paulo) e teria desviado o investimento de R$ 1 milhão, realizado durante quatro anos pelos alunos, para a festa de formatura.

Segundo uma nota da associação de formatura dos alunos de medicina, a presidente da comissão da festa teria retirado sozinha todo o valor investido pelos colegas, próximo de R$ 1 milhão, e o transferido para uma conta pessoal. Até então, nenhum outro integrante do grupo sabia da movimentação.

Em defesa, por mensagem, a jovem disse que investiu em uma empresa que se provou fraudulenta, e que a outra parte do valor teria ido para pagar um advogado. Mas, segundo a turma, não há confirmação sobre essa versão.

A mesma estudante responsável pela transferência já havia sido citada em um boletim de ocorrência registrado pelo proprietário de uma lotérica. A Polícia Civil, que apura o possível golpe aos estudantes, quer descobrir se há relação entre os dois casos.

Com informações ND Mais 

 

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