Operação Salvaguarda cumpriu mandados em Videira e Blumenau após investigação apontar publicações neonazistas e possível planejamento de ataques
A investigação, denominada Operação Salvaguarda, foi coordenada pela Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância, vinculada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).
A operação contou com o apoio de policiais civis de Blumenau, Videira e Tangará e teve como objetivo interromper qualquer possível preparação de ataques, além de combater a disseminação de ideologias extremistas.
De acordo com a Polícia Civil, o caso teve início após informações repassadas pela agência norte-americana Homeland Security Investigations, ligada à Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
A partir desses dados, equipes da Gerência de Cyberinteligência passaram a monitorar perfis em redes sociais e identificaram dois adolescentes que estariam promovendo conteúdos relacionados à ideologia neonazista e mencionando possíveis ataques.
Detalhes dos investigados e materiais apreendidos
Segundo a investigação, o adolescente residente em Blumenau realizava buscas na internet sobre fabricação de explosivos, utilizando códigos associados a grupos de supremacia branca.
Já o jovem de Videira discutia o uso de armas e treinamento tático, além de fazer referências ao regime nazista e a Adolf Hitler.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos. Também foram recolhidas armas brancas, como canivetes, punhal e soco inglês, além de materiais que poderiam ser utilizados na confecção de artefatos explosivos.
Ainda foram encontrados objetos com simbologia nazista, todos encaminhados para perícia.
Objetivo da operação
Segundo a Polícia Civil, a ação teve como foco prevenir possíveis ataques e conter a disseminação de ideologias extremistas.
Os adolescentes podem responder por atos infracionais equivalentes a crimes previstos na Lei nº 7.716, que trata de racismo e discriminação.
Agora, os dispositivos eletrônicos apreendidos passarão por análise técnica para identificar o alcance das conversas e verificar a existência de outros possíveis envolvidos. O monitoramento nas redes sociais também deve continuar para evitar novos casos.








