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Ademir, o rebelde

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Ademir Padilha foi o maior jogador de futebol que já pintouem Caçador. Surgiupor aqui no final da década de 70, jogando no grande time da Caçadorense, com Zeca, Gallina, Bizú, Hermes,  Delcio e outros tantos. Foi vendido para o JEC no maior negócio do futebol catarinense de todos os tempos.

Depois de rodar o Brasil, passando por times como o Grêmio e outros tantos, voltou a Caçador em 1988, para jogar no time que foi campeão estadual da segunda divisão. Já cansado e meio acabado pelo excesso de bebida, para a segundona ainda jogava muito. Precisava apenas de um quadrado de30 centímetrospróximo a bandeira de escanteio para fazer a festa. 

Na véspera da semifinal do campeonato, contra o Tiradentes, de Tijucas, Ademir pirou a cabeça. Passou a semana fazendo confusão. Bebendo, brigando, passou pelo hospital e pela cadeia. Na sexta-feira, após o coletivo apronto, Salézio Kindermann convocou os jogadores para se apresentarem no seu hotel, para ficarem concentrados até o jogo de domingo. Ademir não foi. Sumiu, desapareceu. 

Apareceu no estádio, no domingo a tarde, duas horas antes do jogo. Joga ou não joga. Joaquinzinho, o treinador, e Salézio chegaram a um acordo: joga. Ademir jogou, destruiu o jogo, marcou gol e deu passe para outros e a Caçadorense venceu por3 a0, carimbando o passaporte para a final.

 

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