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Acessibilidade volta ao debate na Câmara de Vereadores

A indicação apresentada pelo vereador Paulo Jarschel (PMDB) durante esta semana, em sessão na Câmara Municipal de Caçador, solicitando um estudo de viabilidade técnica junto à Guarda Municipal para a implantação de estacionamento exclusivo para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em frente ao Posto de Saúde Central, na Rua Fernando Machado, no Centro, motivou o debate sobre a falta de acessibilidade em diversos lugares do Município, especialmente nos locais públicos.

Paulo justificou o pedido afirmando que existe na referida unidade um profissional para atender exclusivamente os deficientes, os quais precisam se deslocar pela Rua Conselheiro Mafra e descer as escadarias anexas ao laboratório para chegar ao posto. O estacionamento solicitado facilitaria o acesso, segundo ele.

Contribuindo para o debate, a vereadora Sirley Ceccatto destacou que além do objeto da indicação é importante cobrar da municipalidade as questões que envolvem a acessibilidade. “Não basta apenas o estacionamento, porque não há rampa ou outra maneira de ter acesso à unidade de saúde sem ser pela escadaria, complicando especialmente aos cadeirantes”, disse, sugerindo ainda que na continuidade dos trabalhos seja feito um levantamento dos estabelecimentos públicos que não são acessíveis às pessoas com deficiência, cobrando posteriormente do Poder Público uma posição.

O presidente da Casa, Rubiano Schmitz fez menção a cobrança do Município a um estabelecimento comercial localizado no Bairro D.E.R, que para ter autorização de funcionamento precisou instalar um elevador externo, mas que, na prefeitura, há acessibilidade apenas para o primeiro piso do prédio.

“Isso sem contar os diversos passeios, muitos construídos pelos próprios moradores, e que estão com o acesso comprometido devido ao mato que toma conta desses espaços. Lembro também do pedido feito por esta Casa ao Executivo e que até agora não foi atendido, para alteração na linha de ônibus, fazendo com que passe também pela Apae, evitando assim que muitas mães que hoje precisam descer próximo ao Zucco Pneus, tenham que se deslocar com os filhos no colo, muitas vezes, e subir até o local”, disse, reafirmando que é papel do Vereador cobrar as ações do Executivo e que fará isso permanentemente.

Adriano Pares também citou as exigências da Administração Municipal ao estabelecimento do D.E.R e o questionou a falta de acessibilidade no prédio do Executivo. “Presenciei uma conversa entre os representantes do estabelecimento e do órgão fiscalizador, onde o empresário destacou que cumpriria com as suas obrigações mas gostaria que o Executivo fizesse o mesmo”, frisou.

A situação da prefeitura também foi abordada pela vereadora Cleony Figur. Ela afirmou que o local tem condições de abrigar um elevador, a exemplo da Câmara de Vereadores que possui toda a acessibilidade para que qualquer pessoa possa se locomover nos três pisos existentes. Disse ainda que presenciou, por várias vezes, o sofrimento de cadeirantes que, ao chegarem no primeiro piso da prefeitura precisavam “se arrastar” pelas escadas para acessar até o auditório, localizado no andar superior, para participar de reuniões.

“É um tema de extrema importância e que precisamos realmente discutir, refletir, buscar alternativas e fazer com que os locais possam ser acessados por qualquer cidadão que assim desejar”, completou.

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