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Acaso, por Denilson Araújo

Era um jovem estudante de medicina. Havia deixado a família bem longe, no interior. Não possuía riquezas. Trabalhava, dando aulas particulares, para se sustentar e manter-se nos estudos.

Passado algum tempo, as dificuldades aumentavam à níveis alarmantes. Os alunos rareavam. Havia extrema urgência em conseguir recursos para pagar a pequena e pobre pensão onde morava, bem como para manter seus estudos.

Rezou. E rezou muito. Com toda a sua fé. Pedindo que novos alunos aparecessem de forma a obter os recursos de que tanto precisava.

E, apareceu um aluno, necessitado de aulas particulares de matemática. O jovem estudante disse ao aluno,

– Já há muito tempo não estudo matemática. Não sei se eu teria condições de lhe dar essa aula.

– Mas eu preciso muito. Retrucou o aluno. Você precisa me ajudar.

– Está bem. Mas me dê um tempo, uma semana, para que eu possa estudar e me preparar para lhe dar as aulas.

– Combinado. Aqui está seu pagamento.

– Por favor, não. Respondeu o estudante de medicina. Pague-me apenas depois das aulas.

No que o aluno respondeu,

– Esse dinheiro eu ganhei de meu pai, como uma mesada. Se você não aceitar agora eu acabarei por gastá-lo com futilidades e não terei como lhe pagar depois.

– Está bem. Acabou cedendo o futuro professor.

O dinheiro, era a conta certa para pagar suas necessidades mais urgentes: pensão e faculdade.

O estudante de medicina pagou suas contas e se preparou com muita dedicação para as aulas de matemática.

Mas, seu aluno jamais voltou.

Esse estudante conseguiu se formar e ficou conhecido como o “Médico dos pobres”, o Dr. Bezerra de Menezes.

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