Teve uma época que a rua Salgado Filho era repleta de bares. Isso lá na década de 80. Começava ali em frete o Berardi com a Madaka Lanches, do Daniel Jhon. Em frente o Guzzi havia a Chispita, do Zingalli, que era o único bar 24 horas daquela época. Mais pra frente estava o bar do Rabello (acho que era do pai da jornalista Lidiane Cattani) e um pouco mias a frente estava um bar emblemático: o bar do Manfrói. Era uma casa velha e o bar só fechou quando não havia mais como ficar alguém dentro. Além do Goviane Manfrói, o bar tinha seus garçons Jair Trabalhador e Antonio Lara.
Mais para frente estava o bar do Frigeri e pouco mais a frente o bar do Coldebella. Na esquina em frente a Auto Coletivo reinava o bar Líder, com suas mesas de sinuca. Depois do Cereal, já quase chegando na rua da Zona Velha, estavam o bar do outro Frigeri e o bar do Benetti. Era força de bar na rua Salgado Filho. Isso sem falar da Zona Velha, chamada de prolongamento da Salgado Filho, onde as luzes vermelhas brilhavam na casa da Polaca, da Maria Gaúcha, da Mariazinha, da Maria de Baixo e Vânia Cabeluda, entre outras.
Conheci boêmios que percorriam a Salgado Filho, passando de bar em bar. Começando na Chispita e subindo a rua para tomar a última lá no Frigeri próximo ao Posto Brasília. Chegavam lá muito bêbados, mas ainda com fôlego e força para tomar a última. O curioso é que todos esses bares tinham seus clientes e sobreviviam, numa boa, com seus donos sustentando suas famílias e tocando a vida atrás do balcão.








