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A educação no contexto do mercosul III – Por Adelcio Machado dos Santos

Historicamente a educação tem representado uma área de interesses contraditórios, pairando entre os limites da injustiça e os da promoção desta com o intuito de oferecer condições à pessoa humana de buscar elementos que a auxiliem na construção do próprio ser. Ao final do século XX, a educação é citada como um dos principais agentes portadores de possibilidades para facilitar a resolução de problemas e frustrações passadas, que em muitos casos podem ser tomados como ponto de partida para uma nova fase.

Na fase atual da educação, sua democratização é um objetivo com reais possibilidades de realização, por meio de ações a atividades pedagógicas de ensino, que raramente são reiteradas pelas instituições governamentais e a própria realidade. Segundo Maria Beatriz Moreira Luce, professora da UFGRS, a partir da organização da sociedade, é possível escolher os caminhos pelos quais se quer realizar as propostas apresentadas: é o processo histórico que se vai formando pelo trabalho, pela ação consciente e crítica a enriquecer e transformar nossas instituições, explorando as contradições, tirando vantagem da ambiguidade.

Renova-se o compromisso democrático com o compromisso da integração: a integração para a democratização da educação e a democratização da educação para a integração da América Latina (LUCE, 1984).

Essas ações podem ser direcionadas e adaptadas à realidade do Mercosul. Esta associação está construindo um processo de integração no qual a educação tem importante papel e um longo caminho a percorrer para conquistar seus objetivos e ocupar seu espaço para contribuir de forma atuante neste processo.

É preciso também oferecer educação de qualidade em todos os níveis, a todos os segmentos sociais, reduzindo as distâncias entre ensino público e privado, preservando as características regionais e evitando a homogeneização.

Posto que adversando os problemas acima expostos, muitas nações – através de seus governantes – atravessam um período de aproximação e integração, fenômeno esse ocasionado por interesses diversos. E esta “união” está ocorrendo e os sinais de que grupos unidos se fortalecem e suas ações interferem nos diversos setores estão cada vez mais evidentes.

Em meio a essa onda de uniões, o Mercosul começou a surgir em julho de 1986. O ponto de partida foi o encontro realizado em Buenos Aires entre presidentes da Argentina e do Brasil, respectivamente Raúl Alfonsín e José Sarney.

O Tratado de Assunção, assinado em março de 1991, na cidade paraguaia com o mesmo nome, oficializou a criação do Mercosul, com a participação de mais dois parceiros: o Paraguai e o Uruguai.

Após longos anos de reuniões, negociações, acordos e desacordos, hoje o Mercosul encontra-se em um estágio significativamente avançado, todavia ainda falta muito para sua efetiva consolidação em todos os setores que buscam se integrar, porquanto, pelas disparidades culturais entre estes países, acaba se tornando um tanto difícil chegar a um acordo entre todos.

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