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Dono do extinto Papa-Tudo entra para lista de procurados da Interpol

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O juiz Alexandre Libonati de Alexandre Libonati de Abreu, da 2a Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, determinou que Artur Falk, dono do antigo título de capitalização Papa-Tudo, entre para lista de procurados da Interpol , Organização Internacional de Polícia Criminal. Ele está foragido desde fevereiro deste ano por crime contra o sistema financeiro nacional.

O empresário foi condenado a cinco anos e dois meses de prisão em segunda instância pelos crimes de gestão fraudulenta e emissão de títulos sem lastro. Falk era controlador da Interunion Capitalização, empresa responsável pelo Papa-Tudo, que existiu no mercado brasileiro no anos 1990.

A estimativa do Ministério Publico Federal é que o prejuízo causado na época foi de cerca de RS 250 milhões, referentes a mais de 128 milhões de carteiras de Papa-Tudo, a maior parte adquirida por pessoas de baixa renda, que não puderam ser resgatadas.

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça em fevereiro. Com base no novo entendimento do Supremo Tribunal Federal, de que condenados em segunda instância devem começar a cumprir pena.

Desde então, Falk não foi localizado e por isso o MPF pediu que ele fosse colocado na lista vermelha da polícia internacional. A decisão de inclusão na lista da Interpol saiu na semana passada. Falk tem dupla nacionalidade.

O advogado que cuidava do caso não está mais respondendo pelo processo. A reportagem da Agência Brasil não conseguiu localizar os advogados de Falk.

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