Um grupo de pessoas suspeito de administrar o site Mega Filmes HD foi preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 18, pela operação “Barba Negra”. O site é apontado pela polícia como o maior portal da América Latina que distribuía pela internet filmes, séries e documentários sem o pagamento de direitos autorais.
Um casal de Cerquilho, em São Paulo, com mais cinco pessoas, oferecia no site um acervo com cerca de 150 mil filmes, documentários, séries de TV e shows. No portal, segundo a PF, os criminosos faziam transmissão de programas antes mesmo das estreias oficiais.
Somente no primeiro semestre de 2015 o site recebeu 60 milhões de visitas por mês. Dessas 85% eram de brasileiros e 15% de países como Portugal e Japão.
“O esquema criminoso era extremamente lucrativo. Estimamos que eles estavam conseguindo até R$ 70 mil por mês graças à verba de publicidade. A pessoa interessada em ver um vídeo desse site precisava clicar pelo menos três vezes em publicidade, o que gerava uma receita”, explica o delegado da Polícia Federal.
Em apenas uma rede social, o portal tinha mais de 4,5 milhões de seguidores. A renda da organização criminosa vinha por conta da cobrança de publicidade exibida no site. “Esse site é considerado o maior site da América latina de pirataria, por isso, a Vara de Justiça de Sorocaba determinou que o Mega Filmes HD fosse retirado do ar no prazo de cinco dias, mas esperamos que essa ação judicial seja cumprida nas próximas horas”, afirma o delegado Valdemar.
Além do casal, outras cinco foram levadas a unidades da PF para serem ouvidas. Em seguida, elas foram liberadas. Foram cumpridos 14 mandados judiciais – expedidos pela 1ª Vara Federal de Sorocaba – nas cidades de Cerquilho (SP), Campinas (SP) e Ipatinga (MG). São dois mandados de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e quatro mandados de busca e apreensão.
As contas bancárias dos sete suspeitos de gerenciar o site foram bloqueadas pela Justiça a pedido da Polícia Federal. Os investigados serão indiciados pela prática de crimes de constituição de organização criminosa, com pena três a oito anos e multa, além de violação de direitos autorais com pena de dois a quatro anos e multa.
Com informações do Estadão.








