O atual período de temperatura acima da média climatológica (1961-1990) sobre a maior parte do Centro-Sul do Brasil está totalmente relacionado com o padrão de bloqueio atmosférico estabelecido, que impede a chegada natural das frentes frias.
Sem a incursão de sistema frontal e com o aquecimento diurno acelerado, a umidade relativa do ar também tem atingido valores críticos, principalmente na região central do país, o que já se aproxima do normal para a época do ano.
A projeção numérica para cidades disponibilizada no sítio eletrônico dos dois órgãos oficiais de meteorologia do Brasil, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não indica, pelos próximos sete dias, pelo menos, a possibilidade de um alívio no calor intenso na maior parte do país.
A atual “bolha de calor” deve se expandir ao longo dos próximos dias, segundo projeção feita pelo modelo norte-americano GFS, principalmente sobre as Regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste, com temperatura máxima em várias cidades próximas ou além dos 40°C (à sombra).
Apenas em parte da Região Sul, e muito rapidamente, há indicativo de um declínio mais acentuado e abrangente das temperaturas a partir do dia 20 de agosto, mas com ligeiro aumento até o dia 25.
O mesmo modelo mantém o cenário para ausência de precipitação sobre a maior parte do país, incluindo o Centro-Sul.
Com informações de “De Olho No Tempo Meteorologia”








