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Investimento na saúde do trabalhador eleva produtividade

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As empresas brasileiras estão cada vez mais conscientes da necessidade de investir na saúde e segurança de suas equipes de trabalho e no ambiente laboral, destacou o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, durante a abertura do Global Healthy Workplace Award & Summit, realizada nesta segunda-feira , 18, em Florianópolis.

O industrial afirmou que, ao incorporar esta diretriz na modelo de gestão, as indústrias obtêm resultados extremamente positivos, com reflexos surpreendentes na produtividade e no bem-estar dos trabalhadores. Para ele, os trabalhadores são o principal diferencial para a qualidade e a competitividade nos negócios.

Côrte alertou também que um dos principais desafios para a produtividade das empresas brasileiras nos próximos anos está no envelhecimento dos trabalhadores, causado pela mudança do perfil populacional.

Este fenômeno representa um imenso desafio. Como garantir a saúde e a produtividade de uma geração de profissionais com mais idade? Estudos indicam que a capacidade de trabalho resulta de um equilíbrio entre os recursos individuais e os tecnológicos. Ela depende de condições de saúde, nível de qualificação, valores, ambiente de trabalho e gestão de lideranças. Estamos preparados para esses desafios? Quanto tempo teremos para nos adaptar a essa nova realidade?, questionou o industrial.

A pirâmide demográfica brasileira está em uma profunda transformação. Nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, o movimento demográfico de redução do tamanho médio das famílias, de quatro para dois filhos, levou 125 anos. No Brasil, este movimento aconteceu em apenas 25 anos, corroborou Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Social da Indústria (SESI).

Hoje, de acordo com Lucchesi, são perdidos no Brasil 35 milhões de dias de trabalho por ano em decorrência de problemas de saúde. Além disso, 120 mil trabalhadores devem se afastar de seus postos em 2015. Destes, apenas cerca de 15 mil devem se reabilitar para exercer suas funções. Temos um fluxo crescente de afastamentos e falta uma infraestrutura voltada para o processo de reabilitação, afirmou Lucchesi, lembrando que o SESI tem buscado interlocução junto ao governo para participar da criação desta infraestrutura.

Ainda de acordo com Lucchesi, os gastos das empresas com problemas de saúde de seus trabalhadores somaram US$ 23,7 bilhões entre 2010 e 2014. Entre os itens da folha de pagamento, as despesas com planos de saúde estão em segundo lugar. Apenas no ano passado, estes custos subiram 18%, três vezes acima da inflação do período.

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