Laudos emitidos por dois laboratórios credenciados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento comprovaram a existência de água, sal, açúcar, amido de milho e soda cáustica em leites adulterados. A mistura seria para mascarar o leite azedo.
Segundo o promotor responsável pela investigação Leite Compen$ado, Mauro Rockenbach, a soda encontrada nesta fase da operação não é tão grave quanto a ureia e formol encontrados em outros registros. “Basicamente, foram misturados água, soda e alguns outros produtos, que não são tão graves, cancerígenos, para mascarar a adulteração. Mesmo assim é leite impróprio”, disse o promotor.
O esquema, na 8º fase, seria liderado pela Transportes Odair Ltda e pela Cooperativa de Pequenos Agropecuaristas de Campinas do Sul (Coopasul). Nesta quarta-feira, 13, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, três medidas cautelares e oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas do Sul, Jacutinga e Quatro Irmãos. Quatro caminhões foram apreendidos. A operação contou com integrantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Receita Estadual e apoio da Brigada Militar.
O leite adulterado, segundo o promotor, chegava para as indústrias Piracanjuba, que tem mercado em Ijuí, Maravilha (SC) e Chapecó (SC), Tangará Foods, que atende até em São Paulo e Espírito Santo, e Aurora, empresa que fica em Santa Catarina. Uma rede complexa, sendo quase impossível saber até onde a fraude pode chegar.








