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SINTE tenta convencer professores a aderirem à greve em Caçador

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Sem adesão, os professores deixam a greve de lado em Caçador e continuam em sala de aula. Nem mesmo no estado a mobilização tomou corpo: segundo a Secretaria de Educação, são pouco mais de 2% dos professores paralisados.

Em Caçador, de acordo com a Gerência de Educação, apenas dois profissionais estão em greve. Uma reunião na tarde desta quarta-feira, 25, organizada pelo SINTE, envolveu poucos professores que ficaram incumbidos de levar as reinvindicações e o estado de greve para as escolas.

Entretanto, ainda não há definições sobre quantos ou quando uma massa maior possa parar.

Por enquanto, os pais são orientados a enviar seus filhos às escolas. “Os pais devem orientar seus filhos a irem ao colégio, haverá professores para lecionar o conteúdo”, reiterou o secretário da Educação, Eduardo Deschamps.

Nesta quarta, a Secretaria de Educação deu continuidade às simulações de impacto na folha, já contemplando alguns pedidos feito pelo sindicato dos professores:  o reajuste para os inativos; a equivalência de remuneração dos ACTs com os docentes em início de carreira e a volta da habilitação de ensino médio na tabela da carreira. A proposta oficial para a nova carreira deverá ser apresentada aos professores nos próximos dias.

O secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, lembra que as negociações com o sindicato foram encerradas devido à decretação da greve, mas que mantém o canal de comunicação aberto com a categoria por meio dos diretores escolares e dos gerentes regionais de educação. “Sempre deixamos o diálogo aberto com o sindicato, não era preciso decretar a greve”, argumentou o secretário.

Deschamps voltou a reforçar os ganhos da categoria, lembrando que o Governo de Santa Catarina cumpre a lei do piso. Os profissionais de nível médio, temporários e iniciantes de carreira tiveram aumento de vencimentos de 178% nos últimos quatro anos, enquanto os profissionais de maior titulação e tempo de carreira tiveram aumento de vencimentos da ordem de 80% (aumentos muito superiores à inflação do período e do aumento de receita do Fundeb). Além disso, a nova carreira procura valorizar principalmente os profissionais com mais tempo de carreira e maior titulação que tiveram aumentos menores nos últimos quatro anos, a chamada descompactação da carreira.

 

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