Zé Trovão chorou durante defesa e falou em perseguição política
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) teve o mandato suspenso por dois meses pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. A decisão foi tomada na sessão desta terça-feira (5), que analisou representações envolvendo parlamentares acusados de participar da ocupação do Plenário Ulysses Guimarães, em agosto de 2025.
Em nota ao ND Mais, a assessoria do parlamentar informou que a defesa deve recorrer da decisão junto à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
Durante a sessão, o deputado fez uma defesa emocionada e afirmou que o impacto da suspensão vai além da vida política. Chorando, citou funcionários do gabinete que, segundo ele, dependem do trabalho para sustentar suas famílias.
“Eu não estou com o coração apertado por ter ou não ter o mandato suspenso por dois meses. O que me dói são as famílias ao meu redor”, declarou.
Zé Trovão também afirmou ter vontade de deixar a vida política e classificou o processo como perseguição política. O parlamentar relembrou uma prisão anterior determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmando que o episódio ainda o afeta emocionalmente.
Além de Zé Trovão, também tiveram os mandatos suspensos os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS).
Os três são acusados de participar da ocupação física da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados entre os dias 5 e 6 de agosto de 2025, impedindo o andamento das atividades legislativas.
Segundo o relator do caso, deputado Moses Rodrigues (União-CE), a ação ultrapassou os limites da atuação parlamentar ao comprometer o funcionamento do Legislativo.
O protesto tinha como pauta a defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, mudanças no foro privilegiado e críticas a decisões do STF. A desocupação ocorreu após acordo entre lideranças da Câmara.








