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MP recorre de absolvição de ex-vereadora acusada de matar o marido no Oeste de SC

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Ex-vereadora

Recurso do Ministério Público pode levar ex-vereadora acusada de homicídio a um novo julgamento

O caso que abalou o pequeno município de Paial, no Oeste catarinense, ganhou um novo desdobramento. O Ministério Público de Santa Catarina recorreu da decisão do Tribunal do Júri que absolveu a ex-vereadora Adriana Terezinha Bagestan, acusada de matar o marido, Sedinei Wawczinak, de 42 anos.

A absolvição foi decidida na quarta-feira (11), quando os jurados acolheram a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. Com o recurso do Ministério Público, caberá agora ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina analisar se mantém o veredicto ou se determina a realização de um novo julgamento.

Durante o júri, os advogados sustentaram que Adriana teria sido vítima de violência doméstica ao longo dos 15 anos de relacionamento e que agiu para proteger a própria vida e a dos filhos. A defesa afirmou que todas as provas foram avaliadas pelos jurados, que decidiram pela absolvição.

A ex-vereadora estava presa preventivamente desde o crime e foi colocada em liberdade após a decisão do júri. O Ministério Público, no entanto, não concordou com o resultado e formalizou o recurso. Até nova decisão do Tribunal, a absolvição segue válida.

Crime ocorreu em junho de 2025

O homicídio aconteceu na madrugada de 20 de junho de 2025, na residência da família, em Paial, cidade com cerca de 1,9 mil habitantes. Segundo a investigação, Sedinei foi atingido por um tiro enquanto dormia.

Após o disparo, Adriana teria levado os filhos, de 6 e 12 anos, até um posto de saúde, deixado as crianças na casa da irmã — onde teria confessado o crime — e fugido utilizando o próprio carro. Ela foi localizada posteriormente em uma área rural de Chapecó.

Uma das hipóteses investigadas apontou conflitos familiares como possível motivação. Parentes da ex-vereadora relataram que a vítima seria agressiva com familiares dela, argumento utilizado pela defesa para sustentar a legítima defesa.

Dor e revolta da família

A família de Sedinei acompanha o novo capítulo do caso com expectativa. A mãe da vítima declarou que ainda tenta compreender o ocorrido, enquanto a irmã afirmou que o casal aparentava ter convivência normal e descreveu Sedinei como trabalhador dedicado à lida com o gado.

Com o recurso apresentado, o Tribunal deverá analisar se houve irregularidade no julgamento. Caso entenda que houve falhas, poderá determinar que Adriana seja submetida a um novo júri. Até lá, o processo segue em nova fase judicial.

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