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Tio e ex-tutor de Andreas von Richthofen é encontrado morto em casa na Zona Sul de São Paulo

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Miguel Abdalla Neto, médico e ex-inventariante da família von Richthofen, foi encontrado sem vida na Zona Sul de São Paulo; causa da morte será apurada

O médico Miguel Abdalla Neto, tio e ex-tutor de Andreas von Richthofen, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira, dia 9, dentro da própria residência, localizada na Zona Sul da capital paulista. Segundo informações iniciais, não havia sinais aparentes de violência no local.

De acordo com o portal g1, Abdalla Neto morava sozinho no imóvel. A ocorrência foi registrada e encaminhada às autoridades competentes. A causa da morte deverá ser confirmada após a conclusão dos procedimentos periciais e a emissão dos laudos oficiais.

Conforme informações publicadas pelo UOL, Miguel Abdalla Neto foi responsável pela tutela de Andreas von Richthofen — irmão de Suzane — quando ele ainda era menor de idade, após o assassinato dos pais. Ele também atuou como inventariante dos bens da família, função que exerceu até o sobrinho completar 18 anos.

Relembre o caso

Suzane von Richthofen confessou participação no assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, crime ocorrido em 31 de outubro de 2002, na residência da família, também na Zona Sul de São Paulo.

Segundo as investigações, o casal foi morto pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, com quem Suzane mantinha relacionamento amoroso à época. A acusação sustentou que o crime foi premeditado devido à reprovação dos pais em relação ao namoro.

Os três réus foram submetidos a júri popular em 2006 e condenados. Suzane recebeu pena inicial de 39 anos de prisão, posteriormente reduzida para 34 anos e 4 meses, estando em liberdade desde janeiro de 2023. Daniel Cravinhos foi condenado a 39 anos e 6 meses e também cumpre o restante da pena em liberdade. Já Cristian Cravinhos, condenado a 38 anos e 6 meses, foi solto em março de 2025, igualmente para cumprir o restante da pena fora do sistema prisional.

As circunstâncias da morte de Miguel Abdalla Neto seguem sob investigação.

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