Equipes seguem mobilizadas no rio Chapecozinho com apoio aéreo, embarcação, drone e voluntários na tentativa de localizar a criança desaparecida desde 1º de janeiro
Conforme o Corpo de Bombeiros, as buscas estão concentradas em áreas previamente delimitadas ao longo do curso do rio, definidas a partir de relatos de familiares e moradores da região. As equipes atuam com bombeiros em solo, auxílio de um cão de buscas e o uso de drone da Defesa Civil de Xanxerê para varredura aérea.
Populares e grupos de voluntários também têm participado das operações ao longo dos dias. No entanto, o trabalho é considerado difícil devido à forte correnteza e à mata ciliar densa, que dificultam o acesso às margens.
Nesta sexta-feira, os bombeiros devem tentar colocar uma embarcação na água. Segundo o capitão Daniel Massarotte, em entrevista ao Oeste Mais, o percurso será realizado rio acima, a partir da confluência dos rios Chapecozinho e Chapecó, no interior do município de Marema.
“O objetivo é tentar acessar alguns pontos adicionais onde a navegação seja possível, considerando que o rio tem correnteza forte e muitas pedras, além de realizar a observação das margens com apoio do drone”, explicou o capitão.
Na segunda-feira (5), o pai de Yasmin encontrou um tênis pertencente à criança. Um dos pés do calçado foi localizado próximo ao ponto onde o corpo da mãe havia sido encontrado.
Patrícia Sechini, de 34 anos, e a filha Yasmin, de 10, desapareceram no dia 1º de janeiro enquanto participavam de uma pescaria. O corpo da mãe foi localizado no sábado (3), em um ponto de difícil acesso do rio Chapecozinho. Devido à complexidade da operação, sete bombeiros foram mobilizados, com apoio da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Defesa Civil.
O acesso ao local foi feito com o auxílio do helicóptero do Saer, e a remoção do corpo ocorreu por volta das 19h. Em razão do estado de decomposição, não houve velório. O sepultamento aconteceu na manhã de domingo (4).









