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Polícia Civil divulga detalhes sobre assassinato brutal de adolescente no Oeste

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Crime ocorreu após confraternização de Ano-Novo; adolescente foi atraído para área de mata, morto com extrema violência e suspeitos chegaram a registrar imagens zombando da vítima

A Polícia Civil divulgou novos detalhes sobre o assassinato de um adolescente de 15 anos ocorrido em Cunha Porã, no Oeste catarinense. O crime, marcado por extrema violência, aconteceu na madrugada de quinta-feira (1º), logo após a virada do Ano-Novo. Quatro suspeitos foram presos e o inquérito segue em andamento para esclarecer as circunstâncias e a motivação do homicídio.

De acordo com as investigações, o adolescente estava em uma residência com os suspeitos, onde participava de uma confraternização de Ano-Novo. Em determinado momento, ele foi convencido a sair do local sob o pretexto de comprar mais bebida alcoólica.

Durante o deslocamento, o jovem foi levado até uma área de mata, onde foi agredido antes de ser morto. O laudo pericial confirmou que a causa da morte foi a decapitação, praticada com o uso de um facão. O corpo da vítima foi localizado na sexta-feira (2), já sem a cabeça.

Após buscas realizadas pela Polícia Civil, com apoio de cães farejadores, a cabeça do adolescente foi encontrada no sábado (3), enterrada a cerca de 100 metros do local onde o corpo havia sido abandonado.

Segundo o delegado Éder Matte, responsável pelo caso, após o crime os suspeitos retornaram à residência onde estavam antes do homicídio. No local, eles teriam gravado vídeos e feito registros fotográficos com a cabeça da vítima, em atos de zombaria.

“Diversas testemunhas relataram que, após a vítima ter a cabeça cortada por facão, os autores fizeram fotos e vídeos, demonstrando a crueldade e o desrespeito à vida humana”, afirmou o delegado.

Quatro pessoas foram identificadas e presas em flagrante no sábado, em uma ação conjunta da Polícia Civil com apoio da Polícia Militar. Elas foram autuadas por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, permanecendo à disposição da Justiça.

A investigação trabalha com duas principais linhas: uma possível dívida relacionada ao tráfico de drogas, estimada em cerca de R$ 100, e a hipótese de uma discussão banal entre a vítima e um dos suspeitos durante a confraternização de Ano-Novo.

O inquérito segue em andamento para apurar todos os detalhes do crime, verificar a participação de outros envolvidos e reunir novas provas, incluindo a localização de mais vídeos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica e a brutalidade do assassinato.

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