João Rodrigues diz que gestão estadual carece de projetos e prevê segundo turno em 2026
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), oficializou sua pré-candidatura ao governo de Santa Catarina em um evento lotado do partido realizado em São José, na Grande Florianópolis. Em entrevista exclusiva ao Jornal Razão, o pessedista elevou o tom contra a gestão de Jorginho Mello (PL) e afirmou que a eleição de 2026 “não será resolvida no primeiro turno”.
“É segundo turno. E segundo turno é de igual pra igual. O que vai valer é quem pode fazer mais por Santa Catarina”, declarou. Segundo Rodrigues, sua entrada na disputa já impactou diretamente a postura do atual governador.
“A minha pré-candidatura fez com que o governador trabalhasse e levasse convênios que antes não levava. Minha candidatura não tem mais volta”, afirmou.
Rodrigues deixará a prefeitura de Chapecó no dia 23 de março de 2026 para se dedicar integralmente à campanha. Ele também minimizou o favoritismo atribuído pelas pesquisas a Jorginho Mello e comparou o cenário ao de eleições passadas.
“Ângela saiu com 44, Colombo tinha 7, eu saio com 24, o governador está com 40. Ou seja, vai ter segundo turno”.
Críticas à gestão estadual
No evento, o pré-candidato reforçou as críticas ao governo estadual e apontou o que considera contradições na administração.
“Como se explica R$ 15 bilhões em caixa e os moradores de rua tomando conta da Capital?”, questionou. Para ele, falta planejamento estratégico.
“Mais do que dinheiro, tem que ter projeto. E o atual governo não tem projeto nenhum”, afirmou.
Apoio interno no PSD
A pré-candidatura foi respaldada por lideranças do PSD. O presidente da Alesc, deputado Júlio Garcia, declarou apoio integral à disputa.
“João, nós estamos contigo”, afirmou, destacando que o partido deve ocupar espaços de poder.
O presidente estadual da sigla, Eron Giordani, reforçou que o PSD está unido em torno do nome de Rodrigues.
“Esse quarto evento estadual fecha o ano consolidando um projeto”, disse, citando apoios de Juliana Pavan (Balneário Camboriú), Leonel Pavan (Camboriú), Clésio Salvaro (Criciúma) e Orvino Coelho (São José).
Aceno político a Caroline de Toni
Durante o evento, Rodrigues também fez um gesto político à deputada federal Caroline de Toni (PL), que avalia deixar o partido após perder espaço na disputa por uma vaga ao Senado.
“Ela já foi rejeitada lá. Aqui ela terá protagonismo”, afirmou, sugerindo que o PSD estaria disposto a recebê-la.
“Se não tiver disputa, não há contraponto”
João Rodrigues descartou qualquer recuo ou negociação para outro cargo. Questionado sobre eventual mudança para a disputa ao Senado, foi direto:
“Hoje não tem mais isso. Tem que ter disputa. Se não tiver, fica uma candidatura única, não há contraponto. E isso não é bom pra democracia”.








