Investigação da polícia aponta que jovem foi morta após negar reatar vínculo amoroso com o suspeito.
A Polícia Civil divulgou, nesta quarta-feira (27), novos detalhes sobre a investigação do feminicídio de Rafaela de Oliveira, 27 anos, estrangulada com uma calça jeans em agosto deste ano, na residência onde morava no bairro Universitário, em Chapecó. De acordo com a Delegacia de Homicídios, responsável pelo caso, a vítima teria sido morta após se recusar a manter um relacionamento amoroso com o autor do crime.
Rafaela foi encontrada morta no dia 11 de agosto, por volta das 17h30. Inicialmente tratada como morte suspeita, a ocorrência evoluiu para investigação de feminicídio à medida que as provas foram reunidas. O caso se tornou o segundo registro do tipo em Chapecó em 2024.
O corpo da vítima foi localizado sobre a cama, com uma calça jeans enrolada no pescoço em forma de nó apertado. O laudo pericial apontou “asfixia aguda por compressão mecânica cervical” como causa da morte. Durante as análises no local e no veículo da vítima – um Nissan Versa alugado – as equipes ainda encontraram mais de 20 kg de maconha, 2 kg de cocaína e cerca de 1 kg de crack.
A investigação avançou após a coleta de imagens de câmeras de segurança que registraram um homem rondando a residência de Rafaela na madrugada do crime. A Polícia Civil identificou semelhança física com o último namorado da jovem. O suspeito, um morador de Chapecó de 33 anos, teve prisão temporária decretada e foi preso em 15 de outubro. Em depoimento, ele admitiu ter ido ao local, mas alegou que estava apenas para comprar maconha, negando a autoria do homicídio.
No entanto, conforme a Polícia Civil, o conjunto de provas reunidas demonstrou que o homem matou Rafaela por ela não aceitar retomar o relacionamento. A motivação foi confirmada na coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira.
A investigação segue agora para a reta final, com conclusão de laudos periciais pendentes e previsão de encerramento do inquérito nos próximos dias.








