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Câmara aprova ampliação da licença-paternidade para 20 dias; projeto volta ao Senado

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Licença

A licença-paternidade será implantada de forma gradual em quatro anos e depende do cumprimento da meta fiscal do governo

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4) o projeto de lei que propõe a ampliação da licença-paternidade no Brasil, elevando o período de 5 para 20 dias. Devido às modificações realizadas pelos deputados, a matéria, que é de autoria do Senado, retorna à Casa de origem para nova análise.

A principal mudança estabelecida pelo texto aprovado é a transição gradual do período de afastamento remunerado do pai:

  • 10 dias nos primeiros dois anos de vigência da lei.
  • 15 dias no terceiro ano.
  • 20 dias a partir do quarto ano de vigência.

A ampliação total para 20 dias, contudo, dependerá do cumprimento da meta fiscal do governo no segundo ano de vigência da futura lei.

Remuneração e compensação para empresas

O projeto prevê que a licença será paga com remuneração integral, com os custos bancados pela Previdência Social.

Como medida de apoio ao setor produtivo, micro e pequenas empresas poderão compensar o valor pago aos seus empregados referentes à licença ao recolherem tributos federais.

Proteção e flexibilidade

O texto aprovado pela Câmara introduz outras novidades importantes para os trabalhadores:

  • Proteção contra Demissão: O pai terá garantia contra demissão sem justa causa durante o período da licença e por até um mês após o seu término. Em caso de demissão anterior ao início da licença, o trabalhador terá direito à indenização.
  • Flexibilidade na Licença: O projeto permite que o período da licença seja dividido em duas partes iguais. A primeira metade deverá ser usufruída logo após o nascimento ou a adoção, e a segunda metade pode ser tirada em até 180 dias depois do evento.

Com o retorno ao Senado, os parlamentares terão que analisar as alterações feitas pela Câmara antes que o projeto siga para a sanção presidencial.

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