Megaoperação mobilizou 2,5 mil agentes e durou mais de 15 horas de confronto; Ministério Público do Rio de Janeiro enviará peritos ao IML
A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou para 121 o número de mortos na megaoperação conjunta realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (30), após a chegada de novos corpos ao IML (Instituto Médico Legal) Afrânio Peixoto, no centro do Rio.
Segundo o balanço divulgado pelo governo estadual, 54 corpos foram encontrados no dia da operação (terça-feira) e outros 63 foram localizados por moradores em uma área de mata no Complexo da Penha na quarta-feira (29). Quatro policiais – dois civis e dois militares – também morreram durante o confronto.
A polícia informou que, além da atualização do número de mortos, 113 suspeitos foram presos e 118 armas foram apreendidas, incluindo 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver, além de 14 artefatos explosivos e uma quantidade ainda não contabilizada de drogas. O governo do Rio classificou a ação como “o maior baque da história contra o Comando Vermelho”.
Durante coletiva de imprensa, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, afirmou que o confronto se estendeu por cerca de 15 horas, entre 6h e 21h da terça-feira. Ele detalhou que foi montado um “muro do Bope” para empurrar os suspeitos em direção à área de mata.
Já o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, declarou que todos os mortos — exceto os policiais — seriam “narcoterroristas”. Curi informou ainda que moradores que retiraram corpos da mata após a operação poderão responder por fraude processual, sob a acusação de terem alterado a cena do crime, inclusive com a retirada de roupas camufladas das vítimas. A polícia, no entanto, não explicou o motivo pelo qual os corpos teriam sido deixados no local inicialmente.
O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) informou que enviará técnicos ao IML para realizar uma perícia independente nos corpos.









