Mãe e padrasto não estavam trabalhando e permaneciam a maior parte do dia em casa, trancados com bebê e criança de 3 anos.
A bebê foi internada e faleceu na madrugada da última quarta-feira, dia 20. O laudo pericial detalhou que a criança apresentava fraturas em costelas em diferentes estágios de cicatrização, indicando traumas sucessivos e ocorridos em momentos distintos. Lesões ósseas também foram identificadas no antebraço e na coxa direita.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Fernanda Guelen da Silva, a investigação enfrentou informações conflitantes fornecidas pelos suspeitos, o que exigiu um trabalho técnico e minucioso para evitar uma prisão sem provas. A delegada explicou que as versões apresentadas pela mãe e pelo padrasto, que foram ouvidos e liberados na quinta-feira, não se sustentavam.
As apurações revelaram que o casal, que também cuidava de uma criança de três anos, passava a maior parte do tempo em casa. Vizinhos relataram ouvir choro intenso e gritos de xingamentos dirigidos às crianças.
Diante das evidências, foi pedida a prisão temporária do casal por 30 dias para que a investigação possa ser concluída. Mãe e padrasto foram levados para unidades prisionais de Campos Novos e Joaçaba.
A delegada ressaltou a importância de um trabalho técnico e imparcial, baseado em provas concretas, mesmo diante da grande pressão e comoção da comunidade. O laudo cadavérico final ainda é aguardado, e outras testemunhas serão ouvidas nos próximos dias.








