Segundo o youtuber, o “algoritmo P” acende um alerta importante sobre como redes sociais podem recomendar e disseminar conteúdos que sexualizam crianças
O influenciador já era investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) desde o ano passado. No entanto, o caso ganhou notoriedade nacional após o youtuber Felca publicar um vídeo, que já ultrapassou 42 milhões de visualizações, expondo a “adultização” de crianças e adolescentes nos conteúdos de Hytalo Santos.
Para demonstrar o problema, Felca criou o chamado “Algoritmo P”, um experimento que mostrou como os sistemas de recomendação das redes sociais priorizam o engajamento, mesmo que o conteúdo seja de sexualização precoce. Ao criar um perfil do zero e interagir com vídeos sugestivos, ele provou que o algoritmo rapidamente “aprende” a preferência e passa a recomendar cada vez mais conteúdos semelhantes, criando um ciclo de exposição perigoso para menores.
Em sua análise, Felca criticou as plataformas por não implementarem filtros éticos e moderação eficaz. Ele destacou que a monetização e recomendação desses vídeos refletem a negligência ou até a má intenção das empresas, que permitem que a exposição infantil se torne um nicho lucrativo, facilitando a ação de predadores.









