Tsunami se originou no Oceano Pacífico e atingiu costas da Rússia, Japão, Havaí e outras partes dos EUA, como a Califórnia
O tremor, com epicentro a 119 quilômetros a sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky e profundidade de 19,3 quilômetros, causou danos significativos na remota península russa. Autoridades informaram que as ondas inundaram parcialmente um porto, arrastaram embarcações e provocaram o colapso da fachada de um jardim de infância. Apesar dos danos materiais, não há relatos de casos graves ou mortes, apenas algumas pessoas feridas que buscaram atendimento médico. Cerca de uma hora após o abalo principal, outros dois terremotos de magnitude 6,3 e 6,9 foram registrados.
Alerta global e impacto na América Latina
A região de Kamchatka, onde ocorreu o terremoto, está localizada no Círculo de Fogo do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica e vulcânica. A Academia Russa de Ciências afirmou que este foi o terremoto mais poderoso a atingir a região desde 1952. Apesar da magnitude, a intensidade do tremor em solo não foi tão alta quanto o esperado devido a características específicas do epicentro, segundo o diretor do Serviço Geofísico da Filial de Kamchatka, Danila Chebrov.
Os alertas de tsunami se espalharam rapidamente. Locais com maior risco incluíam Japão, Alasca, Havaí e a costa oeste dos Estados Unidos. No Havaí, voos foram cancelados e uma ordem de evacuação foi emitida, embora posteriormente suspensa. Na Califórnia, ondas de tsunami de 1,6 pé (aproximadamente 48 cm) acima do nível da maré foram observadas. No Japão, mais de 1,9 milhão de pessoas foram orientadas a evacuar para áreas mais altas devido à previsão de ondas de até 3 metros.
Países latino-americanos também entraram em alerta. O Sistema de Alertas de Tsunami dos EUA indicou que pelo menos dez países nas Américas do Sul e Central estavam sob alerta, com previsão de ondas que poderiam superar 3 metros em alguns locais.
Confira os países em alerta e as previsões de altura das ondas:
- Equador: ondas podem ultrapassar 3 metros (com atenção especial para as Ilhas Galápagos).
- Peru: ondas de 1 a 3 metros.
- Chile: ondas de 1 a 3 metros (evacuações foram organizadas em várias áreas costeiras).
- Costa Rica: ondas de 1 a 3 metros.
- Colômbia: ondas de até 1 metro.
- Panamá: ondas de até 1 metro.
- Nicarágua: ondas de até 1 metro.
- El Salvador: ondas de até 1 metro.
- Guatemala: ondas de até 1 metro (risco avaliado como baixo).
- México: ondas de até 1 metro (tráfego marítimo suspenso e recomendação para o público se manter afastado das praias).
Autoridades equatorianas pediram para a população evitar praias e portos, e embarcações foram proibidas de partir nas Galápagos. O terremoto mais forte da história, de magnitude 9,5, ocorreu no Chile em 1960. Até o momento, não há relatos de danos significativos nos países da América Latina afetados pelos alertas.








