Governo brasileiro vai custear translado do corpo de Juliana Marins da Indonésia para o Brasil
Nesta sexta-feira (27), o especialista forense Ida Bagus Alit informou à imprensa, conforme noticiado pela BBC, os detalhes do exame. “Encontramos arranhões e escoriações, bem como fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa. Essas fraturas ósseas causaram danos a órgãos internos e sangramento”, declarou Alit. Ele complementou que a principal causa de morte foram os ferimentos na caixa torácica e nas costas.
Juliana foi encontrada sem vida na manhã da última terça-feira (24), três dias após o acidente ocorrido no sábado (21), quando ela caiu em um penhasco na trilha do vulcão. A autópsia, realizada na noite de quinta-feira (26), corroborou a rápida morte. Alit explicou que não havia sinais que sugerissem uma morte posterior aos ferimentos. “Por exemplo, havia um ferimento na cabeça, mas nenhum sinal de hérnia cerebral. A hérnia cerebral geralmente ocorre de várias horas a vários dias após o trauma. Da mesma forma, no tórax e no abdômen, houve sangramento significativo, mas nenhum órgão apresentou sinais de retração que indicassem sangramento lento. Isso sugere que a morte ocorreu logo após os ferimentos”, detalhou o legista.
Governo brasileiro custeará translado
Em um gesto de apoio à família, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um decreto nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União, autorizando o translado do corpo de Juliana Marins para o Brasil, com custos cobertos pelo governo federal.
Pelas redes sociais, Lula já havia se manifestado: “O governo federal prestará todo apoio necessário à família de Juliana Marins, inclusive o translado ao Brasil. Vou editar novo decreto para que o governo brasileiro assuma a responsabilidade de custear as despesas do translado para o Brasil da jovem Juliana para que seus familiares e amigos possam se despedir dela com todo carinho e amor merecidos”.
Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Juliana Marins era formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ e trabalhava como dançarina de pole dance. Desde fevereiro deste ano, ela realizava um mochilão pela Ásia, tendo visitado Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia, onde ocorreu a tragédia.








