Adriana Terezinha Bagestan, ex-vereadora de cidade do Oeste, foi presa na última sexta-feira (20) em Chapecó; ela revelou detalhes do crime e a investigação segue em andamento
Detalhes do crime e prisão
Segundo a Polícia Civil, Adriana revelou informalmente detalhes do crime durante a abordagem policial, embora não tenha prestado depoimento oficial. Ela alegou ser vítima de violência psicológica e ameaças constantes por parte do marido. Após anos de abuso, decidiu matá-lo usando a arma dele.
Os dois filhos do casal estavam na casa no momento do assassinato. O menino, de 6 anos, presenciou a cena e precisou ser hospitalizado em estado de choque.
A ex-vereadora afirmou ter jogado o revólver em um rio antes de fugir para Chapecó, onde foi encontrada na casa de amigos. Ela não revelou quem a ajudou na fuga. A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante para preventiva, e a investigação segue em andamento.
Rotina após o crime e relatos familiares
As informações repassadas pela polícia indicam que Adriana manteve a rotina mesmo após cometer o crime. Pela manhã, ordenhou vacas na propriedade rural da família, levou a mãe ao posto de saúde para exames e, em seguida, deixou os filhos na casa da irmã. Somente após esse percurso, ela revelou à irmã o que havia feito. Depois, abandonou o celular, pegou o carro da família e fugiu.
Familiares da ex-vereadora relataram à polícia que Sedinei fazia ameaças frequentes contra Adriana, os pais e o irmão dela. O pai da suspeita afirmou que a filha acumulava dívidas a pedido do marido, para comprar bens exigidos por ele.
Apesar dos relatos, a polícia confirmou que não há registros formais de violência doméstica, lesão corporal ou ameaças envolvendo o casal. Vizinhos descreveram o casal como “tranquilo” e sem histórico de brigas. No entanto, o delegado Elder Arruda Chaves reforça que todos os elementos estão sendo apurados para esclarecer os fatos.









