O jovem era apaixonado por uma garota da escola e tatuou a inicial dela para provar o amor, mas estava errado
Apaixonado pela menina da mesma idade, ele fazia de tudo para ficar perto: acompanhava a garota até em casa, andava com ela pelos corredores e se declarava sempre que podia. Ela, segundo ele, era disputada entre os colegas — uma garota bonita, que chamava atenção por onde passava.
Mas, enquanto outros apenas observavam de longe, Gabriel decidiu provar que seu sentimento era mais forte: quis tatuar a inicial do nome da menina no braço. E assim foi. Procurou um amigo tatuador, que havia começado na profissão há pouco tempo, e pediu que marcasse na pele a letra “C”.
Só que o resultado não saiu como esperado. No lugar da letra certa, Gabriel saiu do estúdio com um “Q” no braço.
“Fui lá mostrar pra ela e ela falou que estava errado”, conta ao Oeste Mais, aos risos.
Mesmo com o erro, a tatuagem escrita em vermelho, de forma discreta no bíceps direito, permaneceu com ele por sete anos. Aos curiosos que não entendiam o significado, Gabriel dizia que era uma flor.
Hoje, aos 25 anos, já não carrega mais a tatuagem. A letra foi coberta com o desenho de uma divisa de terceiro sargento, toda em preto. A lembrança, no entanto, continua viva na memória.
“Olhando pra trás, acho que se a gente tivesse um relacionamento naquela época, não teria dado certo. A gente era muito novo. Hoje sou um cara com outra visão, tenho metas, quero casa, carro, família… mas tá difícil. O pessoal não quer compromisso como antigamente”, reflete.
Gabriel é vigilante, formado pela Polícia Federal, tem curso de bombeiro comunitário, escolta armada e já atuou em diversas áreas. Pai de dois filhos — um menino de 6 anos e uma menina de 3 — está separado há oito meses e atualmente está solteiro.
Seu relacionamento mais longo durou seis anos, com a mãe do filho mais velho. Antes de se conhecerem pessoalmente, passaram oito meses se relacionando à distância, por ligações e mensagens — ela morava em Ituporanga, no Vale do Itajaí. O fim veio após Gabriel descobrir uma traição. Depois, namorou por dois anos a mãe da filha mais nova, mas o relacionamento também não resistiu.
Apesar das decepções, o jovem segue acreditando no amor. “No amor a gente tem que acreditar, né? É que nem um sonho: tem que ter um objetivo e correr atrás. Mas hoje em dia é complicado. Tem que ter parceria em tudo. Só Deus sabe o que acontece mais pra frente. Vai que numa dessas a gente acha a tampa pra nossa frigideira, né?”, brinca.
Com informações Oeste Mais









