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Desaprovação de Lula bate recorde e chega a 57% após escândalo de fraudes no INSS

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Pesquisa Genial/Quaest revela que 31% dos brasileiros culpam o governo Lula pelos desvios de dinheiro do INSS, contra 8% que responsabilizam o governo Bolsonaro

Os índices de aprovação do presidente caíram de 41% para 40%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

A pesquisa detalha a queda na popularidade em diferentes segmentos da população. Entre as mulheres, a desaprovação de Lula oscilou de 53% para 54%. Já no grupo que estudou até o ensino fundamental, a taxa de reprovação subiu de 43% para 47%. Entre os entrevistados que ganham até dois salários mínimos, a desaprovação foi de 45% para 49%.

Pela primeira vez, a desaprovação de Lula entre os católicos superou a aprovação, registrando 53% contra 45%. Para os beneficiários do programa Bolsa Família, a reprovação se manteve em 44%, enquanto a aprovação caiu de 54% para 51%.

Os grupos que mais rejeitam o governo Lula são os evangélicos (66%), os moradores da região Sudeste (64%) e aqueles com renda superior a cinco salários mínimos (61%). Por outro lado, a maior aprovação é observada entre os que vivem na região Nordeste (54%), os com 60 anos ou mais (52%) e a população preta (51%).

A pesquisa Genial/Quaest realizou 2.004 entrevistas face a face com brasileiros a partir de 16 anos, entre os dias 29 de maio e 1º de junho. O nível de confiança do estudo é de 95%.

Escândalo no INSS Pesa na Avaliação do Governo

A repercussão do escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem influenciado diretamente a desaprovação do presidente. A pesquisa revela que 31% dos brasileiros acreditam que o governo Lula é o principal responsável pelas fraudes, em contraste com 8% que culpam o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além disso, 14% atribuem a responsabilidade ao próprio INSS, 8% às entidades que fraudaram a assinatura dos aposentados e 1% aos próprios aposentados e pensionistas que não conferiram os descontos. Outros 26% não souberam ou não responderam, e 12% apontaram diferentes responsáveis.

“A forte repercussão de notícias como o escândalo do INSS diminuiu o efeito positivo da economia e do lançamento dos novos projetos e programas do governo”, avalia Felipe Nunes, cientista político e CEO da Quaest.

O levantamento também aponta que 52% dos entrevistados acreditam que a prioridade do governo Lula deveria ser devolver o dinheiro desviado apenas com os recursos que forem bloqueados das entidades investigadas. Enquanto isso, 41% entendem que a devolução do dinheiro desviado dos aposentados deve ser realizada mesmo que seja preciso utilizar recursos públicos.

A abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS no Legislativo é considerada importante por 50% dos entrevistados, em contraste com 43% que acreditam que a investigação da Polícia Federal é suficiente e que a oposição apenas busca desgastar o governo.

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