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Rio Grande do Sul registra primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil

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Ministério da Agricultura e Pecuária diz que gripe aviári não é transmitida pelo consumo de carne de aves e nem de ovos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta quinta-feira (15), o primeiro foco de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no Brasil. A detecção ocorreu em uma unidade de matrizes de aves comerciais localizada no município de Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Apesar da confirmação, o Mapa reforça que a doença não representa risco para o consumidor de carne de aves e ovos. Em nota, o ministério tranquilizou a população brasileira e mundial quanto à segurança dos produtos inspecionados, afirmando não haver qualquer restrição ao seu consumo. O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é considerado baixo e, na maioria dos casos, ocorre entre pessoas com contato direto e intenso com aves infectadas.

O ministério informou que as medidas de contenção e erradicação do foco, previstas no plano nacional de contingência, já foram iniciadas. O objetivo é debelar a doença e preservar a capacidade produtiva do setor avícola, garantindo o abastecimento e a segurança alimentar da população.

O Mapa também comunicou oficialmente o ocorrido aos diversos setores da cadeia produtiva, à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), aos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, além dos parceiros comerciais do Brasil.

Entenda a Influenza Aviária

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves silvestres e domésticas. Embora menos comum, também pode infectar humanos. Nas aves, os principais sintomas incluem dificuldade respiratória, secreção nasal ou ocular, espirros, incoordenação motora, torcicolo, diarreia e alta mortalidade.

Nota da Secretaria da Agricultura do RS

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul também emitiu uma nota na manhã desta sexta-feira (16) sobre o caso. Segundo a secretaria, o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) atendeu a uma suspeita de síndrome respiratória e nervosa em aves de um estabelecimento avícola de reprodução em Montenegro no dia 12 de maio.

Amostras foram coletadas e enviadas ao Laboratório Federal de Diagnóstico Agropecuário, em Campinas (SP), que confirmou o diagnóstico de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) nesta sexta-feira (16/5).

Com a confirmação, o Serviço Veterinário Oficial do RS (SVO-RS) iniciou as ações de isolamento da área em Montenegro e a eliminação das aves restantes, conforme o Plano Nacional de Contingência. Uma investigação complementar será realizada em um raio de 10 km da área do foco, buscando possíveis ligações com outras propriedades. A Seapi também investiga a mortalidade de aves no Zoológico de Sapucaia do Sul, que está fechado ao público, e aguarda o resultado do sequenciamento genético.

A Seapi reforçou que o consumo de carne de aves e ovos comercializados e armazenados de forma adequada é seguro, pois a doença não é transmitida dessa forma. A população pode permanecer tranquila em relação ao consumo desses produtos.

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