Ato está marcado para a próxima quarta-feira (7) às 16h e será a primeira manifestação de apoiadores de Bolsonaro em Brasília desde 8 de janeiro de 2023; ele recebeu alta da UTI, mas segue internado
Bolsonaro, que passou por uma cirurgia de 12 horas para retirada de aderências no intestino e reconstrução da parede abdominal, permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília. Embora tenha recebido alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na quarta-feira (30), o ex-presidente ainda não tem previsão de alta hospitalar. Segundo o último boletim médico, seu quadro clínico é estável, sem dor ou febre, e com a pressão arterial controlada.
Durante a conversa, Bolsonaro expressou a expectativa de que, a partir do próximo fim de semana, possa se livrar dos equipamentos médicos e retomar a alimentação normal. “Mais uma semana em casa e eu volto à normalidade. Acredito que pelo menos lá na torre (de televisão em Brasília, local da manifestação) eu me faço presente, se estiver bem”, afirmou.
O último grande ato de apoiadores de Bolsonaro na capital federal ocorreu em 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, em uma tentativa de contestar o resultado das eleições de 2022.
Bolsonaro recomendou que a manifestação pró-anistia seja pacífica, evitando “pegar pesado em cima de ninguém”. Ele estimou a presença de cerca de 2 mil pessoas, considerando a caminhada até a Esplanada dos Ministérios.
Objetivo do Ato Pró-Anistia
O principal objetivo da manifestação é pressionar a Câmara dos Deputados a votar o projeto de lei que concede anistia total aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A liderança do PL já obteve assinaturas de mais de 50% dos deputados para um requerimento de urgência na votação do projeto.
Paralelamente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está articulando um projeto para reduzir as penas aplicadas aos condenados. O texto está sendo negociado com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o STF.
Uma das versões em discussão prevê o aumento da punição para os acusados de organizar tentativas de golpe de Estado, buscando um equilíbrio entre aliviar as penas impostas pelo STF, que chegam a 17 anos de prisão, e garantir punições mais severas para os responsáveis por orquestrar a ruptura da ordem democrática.









