Search
Close this search box.

Soldado denuncia tortura em quartel do Exército e alega perda de movimentos nas pernas

Notícia Hoje

Notícia Hoje

As informações mais atualizadas de Santa Catarina, do Brasil e do Mundo!

Compartilhe

Tortura

Sessão de tortura teria sido motivada após militar perder uma fivela do fardamento; Exército apura acusações e afirma não haver indícios de crime

Um exame de ressonância magnética realizado em 14 de abril diagnosticou em Valdir uma sacralização da vértebra L5, condição que pode ser causada por traumas físicos e gerar dores lombares, rigidez e fraqueza muscular.

Em depoimento à polícia, o soldado relatou ter sofrido a tortura com agressões verbais e psicológicas antes das físicas. O episódio principal teria ocorrido após ele informar a perda de uma fivela do fardamento. Segundo seu relato, foi levado a uma sala escura e sem câmeras, onde foi forçado a fazer flexões enquanto recebia chutes no peito. Mesmo ferido, voltou ao treinamento no mesmo dia e começou a apresentar sangramento pela boca.

No dia seguinte, foi submetido a mais atividades físicas, agravando suas dores. Com a intensificação dos sintomas, foi levado ao Sameb (Serviço de Assistência Médica de Barueri) sem que sua família fosse notificada. De volta ao quartel, foi obrigado a jantar em apenas três minutos, o que o fez vomitar a refeição com “sangue em excesso”, conforme o boletim de ocorrência. Novamente levado ao Sameb, recebeu atestado médico e foi dispensado por três dias.

Em 12 de março, Valdir foi internado no HMASP (Hospital Militar de Área de São Paulo), onde permaneceu por 18 dias. Durante a internação, relatou a perda dos movimentos nas pernas. Em entrevista ao portal Metrópoles, afirmou que não consegue mais andar e continua vomitando sangue mais de um mês após o ocorrido.

Exército nega crime e apura denúncia:

Em nota oficial, o Exército Brasileiro afirmou que o militar recebe acompanhamento médico desde o surgimento dos sintomas e negou qualquer irregularidade. A corporação alega que Valdir foi encaminhado a unidades de saúde ligadas ao Exército sempre que apresentou mal-estar, sendo internado no HMASP de 13 a 21 de março e seguindo o tratamento em casa conforme a prescrição médica.

A nota informa que a instituição está apurando os relatos do soldado, mas que, “até o momento, não há qualquer indício de ocorrência de crime no interior daquela Organização Militar”.

LEIA MAIS 

Receba notícias, diariamente.

Salve nosso número e mande um OK.

Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp