A morte de Luiz Felipe Maceno, ocorrida em 29 de março de 2021, foi julgada na manhã desta quinta-feira, 18, no Fórum da Comarca de Caçador. O réu, Hewerton Gonçalves Morais, foi condenado a 15 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado e teve o direito de recorrer em liberdade negado.
A sessão do júri foi presidida pela juíza Rafaella Volpato Viaro. A acusação ficou a cargo do promotor Lucas Broering Correa, tendo ainda o assistente de acusação o advogado Adir Martin. A defesa foi feita pelo advogado Carlos Luciano Piacentini.
O júri iniciou com o sorteio dos jurados, sendo que o conselho de sentença foi formado por cinco mulheres e dois homens. Em seguida, passaram para o interrogatório das testemunhas, sendo duas delas consideradas testemunhas chaves, pois estavam com o réu e vítima no dia dos fatos.
O réu também foi interrogado, onde que confessou o homicídio qualificado por meio cruel.
Passando para a fase de debates, a acusação defendeu a denúncia por homicídio triplamente qualificado. Na visão do promotor e do assistente de acusação, o crime foi de extrema violência.
Já a defesa, pediu pela condenação, entretanto pediu aos jurados ponderação na hora da votação. O advogado pediu a desclassificação do homicídio triplamente qualificado e o reconhecimento do homicídio privilegiado, movido por forte emoção, tese esta defendida pela defesa.
O advogado mostrou ainda laudos que comprovam que o réu possui distúrbios psíquicos, como nível alto de estresse e ansiedade.
Após a sentença, o advogado de defesa comentou que não irá recorrer da sentença.
Ao final, os jurados reconheceram o homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio que dificultou a defesa da vítima e meio cruel.
A família da vítima acompanhou o julgamento e esperava uma pena maior. Segundo a mãe de Luiz Felipe, Andrea Lopes, a família esperava uma pena maior. “Como diz o ditado, se não paga pela justiça do homem paga pela justiça divina. Agora é só colocar na mão de Deus”, frisou.
Para ela, ficar frente a frente com o condenado pela morte do seu filho é muito triste. “Para nós foi muito difícil, reviver toda aquela tragédia que aconteceu com a nossa família”, comentou.
Luiz Fernando Maceno, pai da vítima, comentou que mesmo que a pena não foi a que era esperada, já dá uma sensação de alívio e que de alguma forma o réu vai pagar pelo crime brutal qual cometeu.
Após o julgamento, o réu retornou ao presídio para o cumprimento de sua pena.
Relembre o caso:
Segundo a denúncia, no dia 29 de março de 2021, durante a madrugada, o réu, Hewerton, acompanhado da vítima Luiz Felipe e mais duas pessoas, deslocaram até este local, próximo à rodovia SC-135, para ingerir bebidas alcóolicas e fumar.
No caminho, Luiz Felipe teria comentado que era amigo das pessoas que haviam agredido Hewerton, meses antes do ocorrido. Chegando no local, Hewerton, com intuito de vingança, chegou por trás de Luiz Felipe o pegando pelo pescoço.
Em seguida, iniciaram as agressões, onde que a vítima recebeu golpes de pedras na cabeça. Após cair, seguiu sendo agredido. Após gravemente ferido, a investigação aponta que Hewerton atropelou a vítima de propósito.
A prisão do réu ocorreu em junho do ano passado, tendo em vista que após o homicídio ele fugiu da cidade. A prisão foi efetuada em Jaraguá do Sul.








