É sob o impacto de mais uma notícia chocante de violência contra a mulher ocorrido em Caçador que escrevo este artigo. Após o ataque que vitimou o radialista André Alves e sua namorada, quase o levando a óbito, agora uma menina de 22 anos, mãe, é assinada diante de seu filho de apenas dois anos de idade. Casado com uma Juíza que atende na Vara da Família, não deixo de me chocar com o quanto nossa sociedade segue violenta, atrasada e fazendo vítimas com ideias e comportamentos que já deveriam estar superados.
A cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas no Brasil. Em 80% dos casos, o responsável pela agressão é o próprio parceiro (marido, namorado ou ex) com quem convive diariamente, segundo a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado. Estes dados alarmantes podem aumentar e devem causar mais preocupação durante o período que estamos vivenciado, com quarentenas na tentativa de conter a pandemia do novo coronavírus.
Os dados dos órgãos especializados no atendimento da violência contra as mulheres apontam para um aumento na casa de 50% deste tipo de ocorrência. Nem mesmo os agentes que atuam nestes órgãos especializados estavam preparados para mais este efeito colateral gerado pela pandemia.
É preciso que realizemos cada vez mais investimentos na educação e conscientização. Também é preciso que órgãos como as Delegacias da Mulher, as Promotorias especializadas e as Varas da Família sejam cada vez mais fortalecidos. E principalmente, do ponto de vista legislativo, urge que alteremos as punições, eventualmente tornando o crime de agressão contra mulheres em hediondo. Com penas maiores e que acarretem em maior tempo de cadeia, os agressores certamente pensarão duas vezes antes de voltarem a delinquir.
Chegou a hora de virarmos esta página triste da história humana. A violência contra as mulheres não pode continuar impunemente.
Queremos justiça!
Deputado Valdir Cobalchini








